Indignados com a alta nos custos, principalmente do óleo diesel e o baixo valor que recebem pelo frete, caminhoneiros voltaram a fazer manifestações nas rodovias do Paraná durante o fim de semana. De acordo com a Central de Operações da Viapar, concessionária que administra a rodovia BR-369, na praça de pedágio de Arapongas, durante todo o dia de ontem os caminhões e veículos de carga foram impedidos de seguir viagem e formaram filas de aproximadamente três quilômetros nos dois lados da rodovia.
Veículos de passeio, ônibus e veículos que transportavam cargas vivas foram liberados pelos manifestantes. A tarifa do pedágio foi cobrada normalmente no local.
Conforme a FOLHA apurou, os protestos são motivados pelo baixo valor do frete, aumento do Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA), o pedágio e o preço do combustível. Carlos Roberto Della Rosa, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Londrina e vice-presidente da Federação Interestadual dos Transportadores Autônomos de Bens (Fenacam), informou que o movimento surgiu espontaneamente entre os motoristas e não teve iniciativa do sindicato. "Todo mundo está muito revoltado. Soube de lugares onde despejaram soja no asfalto. Mas os protestos são espontâneos, estamos apenas acompanhando, sem atuar diretamente", disse.
Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal, houve concentração de caminhoneiros em rodovias federais nos trechos de Arapongas (BR-369), Apucarana (BR-376), Medianeira (BR-277), Guarapuava (BR-277), Santo Antônio do Sudoeste e Pérola do Oeste (ambas na BR-163)
A Polícia Rodoviária Estadual informou as manifestações também foram realizadas em Nova Prata do Iguaçu (PR-471); em Marmeleiro, Mariópolis e Clevelândia (PRC-280); em Dois Vizinhos (PR-281); em Francisco Beltrão, (PR-483); em Itapejara do Oeste, (PR-566 e na PR-493); em Manoel Ribas, (PRC-487); em Vitorino (PRC-158); em Jardim Alegre (PR-466) e em Realeza (PR-182).