Apesar do estado pra lá de precário, a ponte sobre o Rio Lindoia ainda é muito utilizada por trabalhadores, crianças em direção ao colégio e idosos. Construída há décadas na divisa entre dois fundos de vale, a estrutura continua atendendo às necessidades dos moradores dos Jardins Indusville e Jesualdo Garcia, na Zona Leste de Londrina. As telas de arame instaladas pela Prefeitura nas laterais da estrutura há alguns anos estão destruídas e não seguram ninguém.
Porém, por causa da falta de opção, a movimentação no local é intensa. Os moradores não possuem um caminho alternativo para circularem entre as Ruas Ortigueira e Antônio Marquês. O único acesso entre um bairro e outro só pode se feito pela Rua João Munhoz Moreno. Via localizada a mais de 500 metros da ponte. A situação estimula até pessoas com motocicletas e bicicletas a usarem a estrutura.
"Essa ponte é muito estreita e perigosa. Pessoas se machucam nela. As laterais não possuem proteção. Os alambrados que a Prefeitura colocou não ajudou em nada. Tanto que estão caindo", aponta o mecânico José Afonso Fernandes, que vive mora próximo ao local.
Os problemas não param por aí. A ponte fica ao final de uma ladeira. O acesso até a estrutura é ingrime, acidentado e não possui calçamento. "Nos dias chuvosos o pessoal caminha pelo barro e muitos escorregões acontecem", ressalta Fernandes. "Passam muitos idosos a caminho da igreja, trabalhadores e crianças indo para a escola. Até durante a noite a movimentação é grande. Muita gente desce dos ônibus e passa pela ponte também. Para piorar, não tem iluminação. O caso é grave", afirma o morador.