A Unidade Básica de Saúde do Conjunto Maria Cecília vive um dilema. Ao mesmo tempo em que usuários reclamam de que a espera por atendimento é grande, compreendem que é o bom atendimento que provoca a grande busca pela unidade. A reportagem do NOSSODIA acompanhou o funcionamento da UBS localizada na rua Eugenio Gayon, 835. Com serviço misto de pronto atendimento e unidade básica de saúde, o local é procurado tanto por quem está com febre e dores no corpo, como por pacientes que fazem controle de pressão arterial, por exemplo. A dona de casa Alexandra Pacheco Moreira, 34 anos, mora no Jardim Violim e considera que já foi mais tranquilo. "Na época do meu pré-natal foi ótimo, hoje já falta até analgésico e o remédio para meu filho que é hiperativo e preciso comprar. Agora, vim porque tô com uma ferida na boca, cheguei agora pouquinho, tem que esperar, no final, atendem bem". Já a moradora do Maria Cecília, Vilma Castorina Reis, 41 anos, faz controle de pressão arterial. "Desde que o postinho tá aqui, uso os serviços. Faço tudo, fiz até exame de vista, demorou mais de ano, mas deu certo", contou.
Com dengue, o estoquista Lenon Silva, 20 anos, aguarda atendimento em pleno dia do aniversário. Moro no Semíramis, lá tem o do João Paz, mas aqui a estrutura é melhor." Com duas horas de espera, Lenon já havia passado pela triagem. "Minha avó também está com dengue". Com a informação de que não havia médico no posto de Saúde do Aquiles Stenghel, a aposentada Martha Funari, 57, foi encaminhada para o Maria Cecília. "Sou cardíaca, sofro de febre reumática e aqui vou fazer o exame de urina porque preciso de resultado rápido. É muita gente e talvez demora por isso, porque é bom", reflete.

Com suspeita de dengue, Lenon passou parte do aniversário na sala de espera do Maria Cecília
De acordo com a gerente de programas especiais em Saúde, Lilian de Fátima Macedo Nellessen, a unidade oferece à população clínico geral, ginecologista e pediatra. "Em média, 390 pessoas são atendidas diariamente, entre casos de pronto atendimento e atenção básica. "O tempo de espera para consulta oftalmologista é de nove meses, entretanto, em casos de urgência em que o paciente chega com corpo estranho nos olhos, o atendimento é imediato." Nellessen também esclarece que a unidade funciona de segunda a segunda e que todos os servidores têm direito a intervalo de 15 minutos. "A população precisa entender que existem muitos serviços internos como esterilização, lavagem de materiais, fechamento de malote, produção de relatórios, documentos e cartão-ponto e, por isso, há profissionais na unidade empenhados em outras funções para que ela funcione por inteiro." Sobre a fata de medicamento, Nellessen explicou que eventualmente isso pode ocorrer. "Devido à grande demanda e porque dependemos de logística. Mas fazemos todos os esforços para suprir as necessidades". Sobre as cadeiras quebradas, foi esclarecido que todos os equipamentos e mobiliários são constantemente revistos. Se há disponibilidade para troca, fazemos. Do contrário, precismos respeitar um calendário de trocas e a prioridade é o que é emergencial", esclareceu. (WV)