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Tá ruim, mas tá bom - UBS do Maria Cecília é das mais requisitadas

Walkiria Vieira
NOSSODIA
08 fev 2016 às 08:36

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Fotos: Walkiria Vieira
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A Unidade Básica de Saúde do Conjunto Maria Cecília vive um dilema. Ao mesmo tempo em que usuários reclamam de que a espera por atendimento é grande, compreendem que é o bom atendimento que provoca a grande busca pela unidade. A reportagem do NOSSODIA acompanhou o funcionamento da UBS localizada na rua Eugenio Gayon, 835. Com serviço misto de pronto atendimento e unidade básica de saúde, o local é procurado tanto por quem está com febre e dores no corpo, como por pacientes que fazem controle de pressão arterial, por exemplo. A dona de casa Alexandra Pacheco Moreira, 34 anos, mora no Jardim Violim e considera que já foi mais tranquilo. "Na época do meu pré-natal foi ótimo, hoje já falta até analgésico e o remédio para meu filho que é hiperativo e preciso comprar. Agora, vim porque tô com uma ferida na boca, cheguei agora pouquinho, tem que esperar, no final, atendem bem". Já a moradora do Maria Cecília, Vilma Castorina Reis, 41 anos, faz controle de pressão arterial. "Desde que o postinho tá aqui, uso os serviços. Faço tudo, fiz até exame de vista, demorou mais de ano, mas deu certo", contou.
Com dengue, o estoquista Lenon Silva, 20 anos, aguarda atendimento em pleno dia do aniversário. Moro no Semíramis, lá tem o do João Paz, mas aqui a estrutura é melhor." Com duas horas de espera, Lenon já havia passado pela triagem. "Minha avó também está com dengue". Com a informação de que não havia médico no posto de Saúde do Aquiles Stenghel, a aposentada Martha Funari, 57, foi encaminhada para o Maria Cecília. "Sou cardíaca, sofro de febre reumática e aqui vou fazer o exame de urina porque preciso de resultado rápido. É muita gente e talvez demora por isso, porque é bom", reflete.

Com suspeita de dengue, Lenon passou parte do aniversário na sala de espera do Maria Cecília
Com suspeita de dengue, Lenon passou parte do aniversário na sala de espera do Maria Cecília

Atendimento das 7 às 23h com 72 profissionais
De acordo com a gerente de programas especiais em Saúde, Lilian de Fátima Macedo Nellessen, a unidade oferece à população clínico geral, ginecologista e pediatra. "Em média, 390 pessoas são atendidas diariamente, entre casos de pronto atendimento e atenção básica. "O tempo de espera para consulta oftalmologista é de nove meses, entretanto, em casos de urgência em que o paciente chega com corpo estranho nos olhos, o atendimento é imediato." Nellessen também esclarece que a unidade funciona de segunda a segunda e que todos os servidores têm direito a intervalo de 15 minutos. "A população precisa entender que existem muitos serviços internos como esterilização, lavagem de materiais, fechamento de malote, produção de relatórios, documentos e cartão-ponto e, por isso, há profissionais na unidade empenhados em outras funções para que ela funcione por inteiro." Sobre a fata de medicamento, Nellessen explicou que eventualmente isso pode ocorrer. "Devido à grande demanda e porque dependemos de logística. Mas fazemos todos os esforços para suprir as necessidades". Sobre as cadeiras quebradas, foi esclarecido que todos os equipamentos e mobiliários são constantemente revistos. Se há disponibilidade para troca, fazemos. Do contrário, precismos respeitar um calendário de trocas e a prioridade é o que é emergencial", esclareceu. (WV)


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