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TÁ OSSO - Falta trampo em Londrina

29 jul 2018 às 20:46

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A situação está feia pra quem está precisando de trampo em Londrina. No primeiros seis meses do ano, a cidade foi a que mais perdeu vagas de trabalho no Paraná. Foram 1.031 postos fechados. O maior impacto foi por conta do fechamento do call center Liq que demitiu 1.100 trabalhadores. Mas o bicho está pegando geral. Teve fechamento de 537 vagas nos serviços, 416 no comércio, 151 na construção civil, 33 na agropecuária, e três na indústria da transformação.
Além da atividade de teleatendimento, a incorporação de empreendimentos imobiliários foi a que mais ajudou no saldo negativo de Londrina, com 336 empregos fechados no ano.
A análise do Caged também mostra que o setor de educação privada continua bem na cidade. Foram geradas 189 vagas na educação superior, 103 na educação infantil, 77 no ensino fundamental e 43 no ensino médio, um total de 412 novos empregos.
Devido ao fechamento da Liq, os operadores de telemarketing são a categoria que mais perdeu espaço no mercado de trabalho londrinense. A diferença entre contratações e demissões resultou em 955 profissionais a menos no primeiro semestre. Em segundo lugar, estão os vendedores do comércio varejista (-242).
Diretor da agência Labor, Silvio Lopes diz que o mercado de trabalho vinha se recuperando desde o segundo semestre do ano passado e nos primeiros meses do ano. "Mas, de março para cá, as empresas pisaram novamente no freio. Acho que tem a ver com a política, ninguém sabe o que vai acontecer (nas eleições de outubro)", afirma.
Ele concorda que a situação em Londrina é pior e afirma que isso se deve ao perfil econômico da cidade. "Temos um parque industrial muito pequeno. As indústrias que temos aqui estão cada vez mais automatizadas, diminuindo mão de obra. E não vieram novas empresas para cá."
A supervisora de Recursos Humanos da Employer, Denise Apolinário, considera que o mercado de trabalho piorou no ano passado em Londrina e até agora não se recuperou. "As vagas existem, mas em menor quantidade." De acordo com ela, as empresas passaram a investir mais em estágiários. "Estão mais enxutas e o crescimento do número de estagiários é nítido."
Para o secretário do Trabalho de Londrina, Elzo Carreri, o fato de a cidade ter foco em serviços e comércio explica uma demora maior para o mercado de trabalho reagir. "São setores que levam mais tempo para se recuperar. A indústria responde mais rápido."
A greve dos caminhoneiros (de 21 a 31 de maio), segundo ele, também prejudicou a economia local fazendo o desemprego aumentar em junho. De fato, o último mês do semestre foi o que apresentou pior saldo: -539. Mas os números vinham negativos desde março (-221). Em abril e maio foram fechadas respectivamente 221 e 186 vagas. Somente em janeiro (172) e fevereiro (152) houve geração de novos postos de trabalho. (Nelson Bortolin/Grupo Folha)
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