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SUPOSTO LATROCÍNIO - Agricultor é executado em Lerroville

Paulo Monteiro
NOSSODIA
23 fev 2017 às 09:29

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Amigos encontraram a residência da vítima arrombada, notaram que um carro e alguns maquinários não se encontravam na propriedade. Após vasculharem o terreno em volta, encontraram o corpo do agricultor Francisco Alves, de 62 anos, caído de bruços, já sem vida, entre pés de laranja, no início da tarde de quarta-feira. Ele foi morto com pelo menos um tiro, que atingiu a região da nuca. Tudo indica que Alves foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). O crime foi registrado em um sítio nas proximidades da Usina Hidrelétrica Apucaraninha, entre o distrito de Lerrovillle e Tamarana, a cerca de 72 Km de Londrina.
De acordo com a Polícia Militar, o carro da vítima, um Fiat Uno, também teria sido levado. O automóvel foi localizado no mesmo dia em uma estrada rural no distrito de Lerroville.
O proprietário do sítio onde o crime foi registrado, Adilson Jurkevic, explicou que não conversava com Alves desde o último fim de semana. "Eu também durmo no sítio durante alguns dias da semana, mas passo os fins de semana na minha casa, em Londrina. Infelizmente, acabei encontrando ele nesta situação", lamentou Jurkevic, que retornou à propriedade na quarta-feira. Há duas casas na propriedade, a vítima morava em uma e Jurkevic em outra. Os dois imóveis estavam com sinais de arrombamento. Objetos foram roubados, principalmente maquinários e aparelhos que auxiliavam o trabalho de plantio e cultivo de laranjas.
Amigo e vizinho de Alves, Adelson do Carmo Benedito afirmou que ele não possuía inimigos na região. "Ele era muito conhecido por aqui, chamávamos ele de ‘Chico’. Vivia sozinho na região há pelo menos 30 anos, mas trabalhava neste sítio há dois", contou Benedito, explicando que a vítima não possuía familiares no Paraná.

Violência no campo
Benedito acredita que o assassino matou Alves para roubar, já que muitos casos de violência são registrados na região. "Muitos roubos acontecem por aqui. Praticamente todos os donos de sítios já foram assaltados. Vivemos com medo", acrescentou. Um outro amigo de Alves, que não terá o nome divulgado, explicou que ele estaria se envolvendo com uma mulher, moradora do distrito de Lerroville, mas não sabe se o romance tenha relação com a sua morte.
De acordo com a perita do Instituto de Criminalística de Londrina, Larissa Richter, o crime pode ter ocorrido há pelo menos 24 horas do início da tarde de quarta-feira. "Mas o sol e o forte calor podem acelerar a decomposição do corpo", detalhou Larissa. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Londrina (IML). Policiais civis da Delegacia de Homicídios estiveram no local e já possuem indícios da suposta motivação do crime. Ninguém havia sido preso até o fim da tarde de quarta. (P.M.)


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