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SUPERLOTADA - Delegacia de Ibiporã tem surto de tuberculose

07 ago 2016 às 22:14
"A Delegacia de Ibiporã vive uma epidemia de tuberculose", denuncia Michel Franco, presidente Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol). Pelo menos 12 detentos já teriam sido confirmados com a doença. A delegacia tem capacidade para pouco mais de 30 presos, mas atualmente abriga cerca de 150 detentos. A infecção é contagiosa e considerada potencialmente grave, afeta principalmente os pulmões. Para Franco, além dos presos, policiais e toda a comunidade correm riscos de contaminação.
"Atualmente, 40 presos foram encaminhados ao hospital da cidade. Doze deles foram confirmados com a doença até o momento", disse o presidente do Sindipol. A transferência da tuberculose é de pessoa a pessoa. A aglomeração de presos é o principal fator de transmissão no local. "Além dos presos, os próprios policiais estão correndo perigo. Os mesmos policiais que atendem os presos, atendem também à população durante os boletins de ocorrência. Enfim, toda a comunidade pode ser contaminada." Para que o surto não se espalhe ainda mais, os próprios policiais civis da delegacia compraram máscaras e luvas.
Segundo Franco, a situação já foi comunicada ao Governo do Paraná. "Já notificamos nosso governador, assim com a Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná), a VEP (Vara de Execuções Penais), Regional de Saúde e exigimos providências urgentes de cada um deles. No entanto, até o momento (tarde da última sexta-feira), nenhum deles nos deu qualquer resposta", contou o presidente do Sindipol.
Na tarde de sexta-feira, o NOSSODIA tentou ouvir o delegado Roberto Fernandes, que estava respondendo pela Delegacia de Ibiporã naquele dia, mas ele não foi localizado. Na mesma tarde, a reportagem encaminhou um e-mail para a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), em busca de informações sobre a situação. O setor de comunicação da secretaria informou que entraria em contato com o Departamento de Execução Penal (Depen), gestor do sistema penitenciário do Paraná, atrás de detalhes sobre o caso. Até o início da noite de sexta, nenhuma resposta foi enviada ao NOSSODIA. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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