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SUPERLOTAÇÃO - Justiça determina transferência de presos condenados

Redação
NOSSODIA
01 out 2017 às 20:58

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Se em Londrina, a questão de presos em delegacias está quase resolvida, nas cidades da região o problema ainda é caótico. A Justiça determinou que em até 60 dias, os presos com condenação definitiva que se encontram na cadeia pública de Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro) sejam transferidos para unidades prisionais. A liminar atende ação civil pública proposta pelo MP (Ministério Público), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca.
Segundo verificado pelo MP, atualmente há 17 presos definitivos na carceragem, que está superlotada – abriga um total de 47 presos, mas tem capacidade para 25 (sendo possível adequar pra 35). Na ação, a Promotoria de Justiça destaca que "as circunstâncias fáticas indicam que a atual situação da carceragem coloca em risco os agentes que ali exercem suas funções, a comunidade e os próprios internos".
Foi determinada multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, a ser arcada pelo Estado e, pessoalmente, pelo governador e pelo secretário estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária.
Em abril deste ano, o MPPR, via Procuradoria-Geral de Justiça, encaminhou ao Governo do Estado minuta de Termo de Ajustamento de Conduta para buscar uma solução administrativa para todas as unidades prisionais existentes em delegacias do Paraná. A medida considera tanto a questão dos presos, mantidos nas carceragens da Polícia Civil em situação que fere os princípios da dignidade da pessoa humana, quanto da segurança pública, que afeta a toda a população.
No Paraná, há perto de 20 mil pessoas cumprindo pena nas 33 penitenciárias do estado e quase 10 mil em delegacias, conforme relatório do Tribunal de Contas do Paraná, de abril deste ano. O TAC segue sob análise do governo do Estado, mas já há sinalização positiva da Procuradoria-Geral do Estado para que seja firmado.
Em Londrina, a Sesp (Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária) conseguiu esvaziar as carceragens dos distritos policiais, restando apenas presos provisórios na Central de Flagrantes e a prisão feminina, no 3º Distrito Policial. Situação bem diferente de Cambé, Arapongas e Ibiporã, que sofrem com unidades superlotadas, ameaças de rebeliões e fugas consumadas.
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