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SUJEIRA E INSEGURANÇA - Pequeno trecho, grandes transtornos

08 set 2016 às 10:37


Quem mora ou utiliza a rua João Correa dos Santos para ir de um bairro a outro, sofre com a falta de pavimentação em um trecho de aproximadamente 200 metros, entre os Jardins Itapoã e Santa Joana, zona sul de Londrina. Ele é usado pelos moradores como caminho até a Unidade Básica de Saúde (UBS), escolas e estabelecimentos comerciais. Além de terra, o pedaço virou um ponto de descarte clandestino de lixo. Sem iluminação, serve ainda como esconderijo para infratores de plantão.
A dona de casa Anita Rosa, moradora do Conjunto União da Vitória, também na zona sul, afirma que utiliza a via para encurtar o percurso. "Uso esse pedacinho para chegar ao Itapoã, onde faço compras e sou consultada na UBS. Eu poderia usar o outro caminho, pela Avenida Guilherme de Almeida (a cerca de 600 metros), mas gastaria um tempo maior debaixo deste sol", comentou dona Anita na última semana. Ela caminhava pela terra na companhia da filha Gabriela, de 13 anos, e da neta Manoela, de seis meses, no carrinho de bebê.
Outra que há anos usa o trecho é a doméstica Neuza Rodrigues. Ela explica que o espaço é muito utilizado pelas crianças da região. "Eu passo todos os dias aqui para levar meus netos para a escola, no Jardim Santa Joana", revela ela, que mora no Jardim Franciscato, bairro vizinho. "São vários os problemas neste lugar. Nos dias de chuva, por exemplo, a situação é bem complicada. Vira um lamaçal e chegamos sujos ao final da rua", acrescenta Neuza, afirmando que a comunidade pede há anos pela pavimentação do trecho. "Já organizamos um abaixo-assinado, pedindo por asfalto nessa rua, mas nunca fomos atendidos", destaca a doméstica.

Leva poeira e insegurança para dentro de casa
Pior para quem mora na rua João Correa dos Santos, que convive também com a insegurança no local. "Não há iluminação neste trecho, muitos se aproveitam disso para se esconder no meio do mato", conta a dona de casa Ivonete de Fátima Silva. Morando há 11 anos na rua, ela também enumera os problemas causados pela terra e a vegetação selvagem. "No período sem chuvas, os carros passam pela rua e levantam muita poeira, que invade nossas casas e suja as roupas no varal. Este terreno também é usado para o descarte de todo o tipo de lixo, inclusive animais mortos. O mau cheiro, além de desagradável, atrai os mosquitos", acrescenta a dona de casa. (P.M.)


Terreno privado é usado de forma irregular
O setor de Aprovação de Projetos, da Secretaria Municipal de Obras, informou que não há projetos para pavimentar o trecho apontado na reportagem, que seria de propriedade privada e usado irregularmente pela população. Sendo assim, assegurou que qualquer melhoria (calçamento, iluminação ou limpeza do espaço), dependerá do proprietário. O setor de Aprovação de Projetos da Secretaria Municipal de Obras reforçou que o trecho não é oficialmente considerado uma extensão da rua João Correa dos Santos, apesar do uso frequente pelos moradores e motoristas da zona sul de Londrina. (P.M.)

244 toneladas de lixo retiradas
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), por meio do setor de comunicação, divulgou que em 2015 foram retirados 29 caminhões de resíduos do local mencionado no Jardim. Itapoã; 174 m³, cerca de 244 toneladas de lixo. Em 2016, a limpeza está programada para a segunda quinzena de outubro.
O descarte irregular é crime pode ser punido com multa que varia de R$ 60 a R$ 3 mil, aplicadas pelos agentes da CMTU e pela Guarda Municipal. Já pela Sema (Secretaria do Meio Ambiente) e IAP (Instituto Ambiental do Paraná), a infração pode ser autuada em até R$ 50 milhões. A CMTU retira, por mês, a média de 700 caminhões de resíduos (5.900 toneladas, aproximadamente). Denúncias pelo 153, da Guarda Municipal (24H) ou pelo 3379-7900, na CMTU. Para atender a comunidade da região sul, o município pretende instalar um PEV (Ponto de Entrega Voluntária) no Jamile Dequech onde podem ser descartados resíduos da construção civil, podas e galhos, resíduos de madeira, 1 sofá e 1 colchão por pessoa, móveis usados (em madeira), linha branca, até 1 m³ por gerador ou oito carriolas de pedreiro ou uma caixa d’água de 1.000 litros. (P.M.)


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