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‘SUJA AGORA, BEBE DEPOIS’ - Nascente em Londrina acumula resíduos

01 ago 2016 às 17:21

Objetos de diversos lugares se encontram no Ribeirão Cambezinho, na zona oeste de Londrina, próximo ao trevo das rodovias BR-369 e PR-445, manancial que dá origem ao principal cartão postal da cidade: o Lago Igapó. Com o período de poucas chuvas, o nível de água da nascente é baixo e a sujeira, encoberta em outras estações do ano, fica exposta nesta época.
Além das galerias pluviais de regiões de Cambé e de Londrina, por estar situada ao lado das pistas, o Ribeirão Cambezinho ainda recebe boa parte do lixo que cai ou que é arremessado dos milhares de veículos que circulam por ali.
No local há porções de água, que aparentam estar com óleo ou com outro agente de limpeza. Líquido também pode ter sido escoado da rodovia. No local há também embalagens plásticas de alimentos e bebidas, sacos cheios de lixo, fechados e abertos, latas e garrafas. Até mesmo pneus, com água parada, são flagrados enroscados em galhos a poucos metros do ribeirão.
Apesar da sujeira, em alguns pontos a água estava transparente. Neles eram avistados centenas de alevinos (filhote de peixe, que ainda não tomou as formas de adulto), junto a embalagens plásticas.

Sanção depende da gravidade do fato


A situação foi repassada para a chefia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), de Londrina, que orientou a reportagem a encaminhar o caso para a Sema (Secretaria do Meio Ambiente). Se o problema fosse de poluição de afluente por produtos químicos, por exemplo, caberia ao IAP a avaliação.
O diretor técnico da Secretaria do Meio Ambiente, Thiago Domingos, explicou que a Sema procura coibir os danos ambientais através de multas e advertências em autos de infração e de orientações. Caso a pessoa seja flagrada descartando resíduos em áreas irregulares, elas devem ser multadas. "Depende muito da gravidade do fato. Em casos de crimes ambientais, uma comissão costuma avaliar qual o tipo de autuação deve ser feita", adianta. "O cidadão também pode ajudar o município e denunciar agressões ao meio ambiente para nossa secretaria. Para facilitar a identificação do responsável, o ideal é que a Sema realize o flagrante dele ainda no local", observa Domingos. O telefone da Sema é 3372-4750. O NOSSODIA também encaminhou as imagens e informações da situação, por e-mail, ao setor de fiscalização da Sema, que deve encaminhar os agentes ao local para avaliar a gravidade do caso.
A lei de crimes ambientais estabelece sanções pecuniárias que podem chegar a milhões de reais, a quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos, na medida da sua culpabilidade. O valor é proporcional à gravidade do fato, assim como os motivos da infração, as consequências para a saúde pública e ao meio ambiente. (P.M.)


Povo joga de tudo na água do ribeirão


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