Se a primeira fase do Campeonato Paranaense fosse comparada uma corrida de 100 metros rasos, as últimas três rodadas definitivamente seriam o momento das equipes darem aquele "sprint final". E se o Londrina até aqui se mostrou um corredor bem cambaleante, o time agora parece arrumar fôlego extra para fechar a classificação entre os quatro primeiros da tabela. Sim, é hora do Alviceleste puxar o ar do fundo do pulmão contra adversários que estão na ponta de cima da classificação, já começando contra o líder Paraná nesta quarta-feira, no Estádio do Café.
A vitória contra o Foz no último sábado no Estádio ABC por 1 a 0 foi um "divisor de águas na competição", segundo o treinador Claudio Tencati. Além de derrubar um tabu de nunca ter vencido o adversário fora de casa na "era SM", o time voltou a marcar gols após três rodadas e vai animado para encarar adversários que estão muito bem no Paranaense até aqui: Paraná (1º), J. Malucelli (3º) e Coritiba (4º). "Agora é ganhar na quarta diante do Paraná para classificar. Depois, vamos dar sequência para brigar entre os quatro primeiros colocados. O retrospecto mostra que contra o Paraná temos tido felicidade, mas claro, precisamos manter o foco", projeta.
Sair do que Tencati chama da "zona de desconforto" já deu uma tranquilidade para os jogadores nesta reta final. O treinador relembra 2014, quando foi campeão, e acabou classificando na última rodada da primeira fase, quase na linha de chegada! "Quero ser campeão de novo, mas não como aconteceu em 2014. Vamos aliviar essa pressão, chegar com mais folga e tranquilos (no final da primeira fase). É claro, ainda tem muita coisa para acontecer, estamos com 11 pontos e com mais três pontos devemos classificar. Mas nossa meta é um pouco mais do que isso". (Victor Lopes/Grupo Folha)
Leve e agressivo
Neste momento, o treinador salienta que o time começa a se enquadrar dentro do que ele imagina como ideal, pelo menos para o Paranaense. Um dos pontos positivos neste momento do campeonato, segundo ele, foi encontrar uma formação de meio campo mais leve e agressiva, que busca o gol. Isso está sendo possível graças a Robinho e Fabinho, jogando de forma mais verticalizada, enquanto os volantes Germano e França seguram as pontas. "O time está mais leve e competitivo, buscando alternativas. Enquanto o França e o Germano dão uma sustentação, marcam forte e distribuem lateralmente, precisamos de jogadores que vão em direção ao gol. O Robson e o Fabinho deram essa dinâmica. Rafael Gava e o Celso não estavam encaixando legal, agora o Robson entrou contra o Atlético-PR, ganhou a posição e foi bem de novo contra o Foz". (V.L.)
Segurando as pontas
Aliás, no jogo contra o Foz, o Londrina mais uma vez mostrou uma fragilidade recorrente, principalmente na segunda parte do segundo tempo. Após expulsão do atacante do Foz, João Guilherme, o Tubarão se mostrou instável, recuou, e quase levou o gol de empate no final. "O futebol é engraçado. Quando passamos a ter superioridade numérica foi o Foz que passou a ter mais envolvimento".
Tencati admite que as substituições que fez na segunda etapa não surtiram o efeito que pensava, com as entradas de Celsinho, Bidia e Brandão. "Depois da expulsão, fizemos as substituições, mas não encaixou com o momento do jogo. Não que eles entraram mal, mas pela maneira que o jogo ficou. Por outro lado, fico contente porque mesmo Foz sendo um time muito cascudo, vinha de bons jogos, suportamos a pressão até o final". (V.L.)