O ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-chol, foi executado publicamente por ordem direta do líder Kim Jong-un, de acordo com informações reveladas pelos serviços secretos da Coreia do Sul. Centenas de pessoas assistiram ao fuzilamento do ministro numa academia militar em Pyongyang no dia 30 de Abril, de acordo com a agência noticiosa Yonhap. Hyon foi condenado pelo crime de "lesa-majestade" depois de ter sido encontrado a dormir durante uma cerimônia militar.
A forma como Hyon foi executado chama ainda mais a atenção. Ele foi morto por fuzilamento da bateria antiaérea.
As execuções de altos dirigentes do regime têm sido comuns desde que Kim chegou ao poder, em dezembro de 2011, após a morte do pai, Kim Jong-il. Entre as 70 execuções que conduziu, a mais relevante foi a do próprio tio, Jang Song-thaek, que chegou a ser a segunda figura do Estado.
A detenção de Jang, durante uma sessão do Politburo do Partido Comunista em Dezembro de 2013, foi amplamente noticiada nos media estatais da Coreia do Norte, algo inédito num país em que os meios de comunicação são totalmente controlados.