Hélio Alves, funileiro de 50 anos, sempre foi apaixonado pela linha Opala e a versão Comodoro preenchia todos os seus requisitos de um carro perfeito, especialmente a do ano de 1978. "Foi quando ele atingiu o auge da sofisticação de acabamento", justifica. Isso porque o Comodoro perdeu itens de luxo e conforto para, a partir de 1980, ceder o lugar de topo de linha da gama para o Diplomata.
Faz dois anos e meio que, depois de vários Opalas e Caravans, o londrinense encontrou o Comodoro 1978, com 95% de originalidade, pela internet e mandou buscá-lo em Franca-SP. O cupê azul marinho, de pintura perfeita, com teto de vinil bege (o famoso teto Las Vegas) é o carro de uso diário de Alves.
"Moro em frente ao trabalho (uma oficina de "martelinho de ouro"), mas uso para ir ao mercado, ao banco, ao shopping", revela.
Cada detalhe do veículo, realmente, encanta: o abuso dos cromados no interior, as peças de alumínio polido, o emblema cristalizado na coluna central.
"Algum arqueólogo vai encontrar isso (o emblema) daqui a milhares de anos e vai estar inteiro; os carros eram feitos para durar", opina. Alves chama a atenção para a abundante opção de cores. "Os carros de hoje são pretos, pratas, brancos ou, quando muito, vermelhos; o Opala tinha 14 opções de cores em 1978", compara.
O gasto para consertar possíveis defeitos não assusta o colecionador, que destaca, apenas, o alto consumo de combustível. Mesmo assim, gerante, vale a pena. "Era um sonho de adolescente", resume Alves, ao lado do sonho realizado.

A inconfundível e charmosa traseira do Comodoro