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SOLIDARIEDADE - Operação Noite Fria tenta amenizar o sofrimento de quem mora nas ruas

14 mai 2017 às 19:43

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Para assegurar um atendimento especial à população de rua de Londrina durante o frio, a Secretaria de Assistência Social realiza todos os anos a "Operação Noite Fria". A cada edição, uma instituição é escolhida para gerir a campanha, recebendo um recurso a mais da Prefeitura. "Este ano a escolhida foi a Casa do Bom Samaritano, que do dia 15 de maio a 15 de setembro fará o acolhimento dessas pessoas e o trabalho de abrigamento, além de fazer a abordagem", explicou a secretária da pasta, Nádia Moura.
Os acolhimentos acontecem a partir das 19 horas. Ao chegar no abrigo, a pessoa toma banho, recebe alimentação e depois conta com camas e cobertores para dormir. No dia seguinte toma café da manhã e é liberada. Atualmente, a população de rua na cidade é estimada em cerca de 500 pessoas.
Crianças e adolescentes que vivem nas ruas também são atendidas durante a operação, sendo encaminhados para as casas, que abrigam aproximadamente 130 pessoas de 0 a 18 anos, além de 41 em guardas subsidiadas, quando familiares são responsáveis pelo cuidado. "Estamos trabalhando na implementação da Família Acolhedora, que vamos lançar em breve em parceria com o Ministério Público e Vara da Criança e Adolescente", afirmou.
As casas de acolhimento para adultos têm uma verba programada para 2017 de R$2,86 milhões, sendo a maior parte proveniente de recursos municipais, seguido de dinheiro dos governos federal e estadual. Já os locais para crianças e adolescentes receberão R$ 3,5 milhões. "Não é pouco recurso, porque a Secretaria de Assistência Social tem o terceiro maior orçamento do município, porém a demanda sempre é grande e crescente", observa a secretária.
Com a grande maioria dos moradores dependente de substâncias psicoativas, a secretaria aposta no serviço integrado de políticas públicas para diminuir o número desta população e, consequentemente, a ocupação nas casas de acolhimento. "O morador de rua e dessas casas de acolhimento é de responsabilidade das secretarias de Saúde, Trabalho, Esporte, Mulher, Defesa Social e Assistência. Então, estamos retomando um trabalho interdisciplinar com essas pastas, que já existia, para poder oferecer um atendimento mais efetivo", pontuou. (Pedro Marconi/Grupo Folha)

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CENTRO POP
Funcionando desde o início de 2016 em uma nova sede, na Rua Dib Libos, o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) é uma das políticas executadas pela Assistência Social como forma de controle do número de moradores de rua e encaminhamento para as casas de acolhimento. Ao procurar o serviço, a pessoa recebe café, tem direito a banho e passa por uma triagem, com o intuito de tentar resolver a situação em que está, como o contato com a família. Por dia são
40 atendimentos.

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