Possuir uma faixa exclusiva não é sinal de conforto para os usuários do transporte coletivo em Londrina. Parte das vias que possuem trechos exclusivos estão esburacadas e com saliências no asfalto, pintura desgastada ou apagada e até com rachaduras. Alguns motoristas de ônibus são obrigados a desviar bruscamente dos defeitos da pista. Situação que pode comprometer a segurança dos usuários transporte público.
"As maiores dificuldades aparecem nos horários de pico. No início da manhã e no fim da tarde. Principalmente na rua Professor João Cândido. Há buracos e ‘borrachões’ (saliências no asfalto). No trecho entre as ruas Espírito Santo e Alagoas, há lugares em que o asfalto está em pedaços", explica um dos motoristas de ônibus que circulam pelo local. "Muitas vezes, tenho de desviar rapidamente dos buracos e trocar de faixa. Assim quase acerto os carros ao lado. O passageiro reclama, mas a culpa não é minha. Faço isso para evitar acidentes", justifica o profissional.
O trecho mencionado está esburacado, parte da pintura na rua foi apagada (ou desgastada), além de apresentar rachaduras. Por causa da deterioração da via, parte do asfalto foi para cima da guia da calçada. Os usuários são obrigados a superar as "barreiras" antes de subir os degraus do busão.
O asfalto é o mesmo usado em todas as pistas, mas as faixas exclusivas dos coletivos acabam apresentando os maiores problemas. Parte dos buracos, rachaduras e ondulações estão presentes também nas avenidas Rio Branco, Winston Churchill e Francisco Arruda, região norte. Outras vias que possuem faixas exclusivas, como as avenidas Duque de Caxias, Leste-Oeste e Tiradentes, não possuem grandes defeitos.
Os passageiros reclamam do "balanço do busão". Os idosos são os que mais sentem o desconforto. A cada buraco ou movimento imprevisto do ônibus, aumentam as dores da aposentada Elza da Cruz, 66 anos. "Pego ônibus aqui semanalmente. É muito difícil para a gente, de mais idade. O ônibus balança demais, quase caímos dos bancos. Sinto ainda muitas dores quando o motorista passa sobre os buracos", relata Elza.
A doméstica Marinalva de Sousa diz que os desafios começam antes mesmo de entrar no coletivo. "As dificuldades começam do lado de fora do ônibus. Olha isso, posso tropeçar nessa lombada que se formou aqui em frente. Pagamos caro na passagem e não temos um bom retorno do município", diz Marinalva enquanto aguardava o transporte na rua Professor João Cândido. (P.M.)
Trechos serão reformados, diz CMTU
A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), por meio de assessoria de comunicação, informou ao NOSSODIA que já tinha conhecimento das condições do asfalto nestes locais. A Companhia reforça que a fiscalização do pavimento não é sua atribuição. Porém admitiu que a CMTU e as concessionárias dos serviços de ônibus, quando detectam a necessidade de reparo em determinado trecho da malha asfáltica, comunicam a Secretaria municipal de Obras e Pavimentação, que é o órgão responsável pela manutenção.
Sobre o reparo dos trechos identificados, a CMTU afirma que já comunicou a Secretaria municipal de Obras e Pavimentação e que esta, por sua vez, os inseriu no cronograma de trabalho para realização dos devidos reparos. A Companhia destaca que, os asfaltos das vias em que há faixas exclusivas serão totalmente reformados, inclusive com um novo dimensionamento de peso para ampliação de sua durabilidades, com recursos previstos no projeto SuperBus. A população deve informar os problemas para Secretaria municipal de Obras e Pavimentação pelos telefones 3341-1195 e 3372-4000, pelo site da Prefeitura ou pessoalmente na praça de atendimento da repartição, que funciona das 12h às 18h. (P.M.)