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SÓCIO-PROBLEMA - Vem mudança por aí

Victor Lopes
Grupo Folha
16 jan 2017 às 08:27

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Depois do lançamento do novo programa sócio-torcedor do Londrina – e todo o debate acalorado dos torcedores nas redes sociais discutindo valores, vantagens e formas de pagamento –, nesta segunda-feira (16) à tarde a DataClick, gestora do programa, SM Sports e a diretoria do Tubarão divulgam adequações para "atender os anseios" do torcedor, que não ficaram tão empolgados com o formato divulgado.
Ao menos essa é a promessa do diretor executivo da DataClick, Mauro César Pereira, que conversou com a FOLHA durante o evento direcionados aos sócios-torcedores, no último sábado, no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD). Segundo ele, o lançamento recente não causou o impacto aguardado, citando inclusive a modalidade em que é possível incluir dois filhos, com valores adicionais de R$ 15 e R$ 10 por filho, respectivamente. "O programa ‘mirim’ não causou o que esperávamos. Como todo o processo é muito dinâmico, vamos nos adequando a cada clube e à cultura da torcida. O lançamento causou muitas polêmicas, e então nos reunimos com o Sérgio Malucelli, Cláudio Canuto (presidente) e na segunda (hoje) teremos surpresas, com adequações nas modalidades prata e ouro", disse Pereira. "Será algo ligado ao torcedor mais família", antecipou, referindo-se a mudanças ligadas, provavelmente, aos dependentes.

CAIXA PRETA
Com contratos firmados em 40 clubes distribuídos por 18 estados, incluindo CRB, Vila Nova, Caxias, Red Bull, Treze da Paraíba, CSA, entre outros, o diretor da empresa salientou que existem três pilares básicos para alavancar o sócio-torcedor, independentemente da região: formação de ídolos, credibilidade da diretoria e experiências exclusivas que atraiam o torcedor junto ao time.
"Acho que no primeiro e segundo pontos, o Londrina tem investindo e mostrado, através da sua gestão, que é um clube diferenciado. Agora vamos trazer essas ações, campeonatos para os sócios no VGD, sorteios com parceiros e aproximá-los de fato ao Londrina. Queremos tirar aquela imagem de ‘caixa fechada’ da SM Sports e estamos conversando muito com o Sérgio sobre isso."
Outro ponto no qual a empresa promete trabalhar forte é na rede de parceiros. Hoje são pouco mais de 20. O diretor-executivo da DataClick relatou que baterá forte neste sentido. "Já temos uma pesquisa mais de 50% pronta para entender os principais pontos onde o torcedor do Londrina frequenta na cidade. Queremos trazer experiências exclusivas, que realmente atendam o sócio, incluindo o tratamento no dia do jogo", salientou.


Novo formato para boletos
Se teve um assunto que causou burburinho no grupo com mais de 11 mil torcedores do Londrina no Facebook foi, sem dúvida, o cancelamento de pagamento do sócio-torcedor por meio do boleto bancário. Muitos disseram que não têm outra forma de aderir ao programa, enquanto alguns defendiam apenas o cartão, alegando que o boleto é um formato muito "amador" de cobrança e que gera inadimplência.
O diretor executivo da DataClick, Mauro César Pereira, confirma que atualmente 70% da carteira dos sócios que pagam via boleto são inadimplentes, totalizando seis mil boletos sem pagar. A grande questão é que haverá algumas mudanças em relação à taxa destes boletos, que devem aumentar em 300%. "A legislação determina que, a partir de agora, o Londrina pague a taxa de todos os boletos, inclusive aqueles ainda não quitados. Então, se o torcedor paga um e deixa 11 para trás, o time terá que arcar com isso", explica.
A taxa por boleto é de R$ 9, o que, em um ano, gera um valor de R$ 108. "Pensando na tecnologia, a exclusão dos boletos é um avanço. É um modelo de pagamento caro que até 2020 deve acabar no Brasil. Em contrapartida, ainda estamos estudando outros formatos para resolver isso. Como o parcelamento do sócio em, por exemplo, seis vezes (para diminuir o número de boletos emitidos) ou até gerá-los de forma gradual, ou seja, só é possível que o torcedor pague o próximo se os anteriores estiverem quitados." (V.L.)

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Aproximação do torcedor
O presidente do Tubarão, Cláudio Canuto, ressaltou que existe uma expectativa do clube de se aproximar verdadeiramente do torcedor. "Essa semana já levamos torcedor na SM Sports, dialogamos com eles e já mudamos algumas coisas (no programa). Estamos criando condições para atingir cinco mil sócios (até o final do ano). Inclusive, reduzimos o valor da mensalidade para captar torcedores, mudamos a política do valor dos ingressos e acredito que temos plenas condições de atingir essa meta. Para o clube, é muito importante, inclusive para que no futuro possamos trazer os jogadores que a torcida tanto cobra."
Canuto aproveitou para criticar o acordo feito com a emissora de TV que tem os direitos do Campeonato Paranaense, em que o Londrina irá receber R$ 450 mil, muito aquém comparado aos times da capital. "Nós já até perdemos a esperança em relação a isso. Futebol paranaense precisa analisar essas situações, porque daqui a pouco não teremos mais campeonato." (V.L.)


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