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Só o pó - No Antares, buracos tomam conta das ruas

Walkiria Vieira
NOSSODIA
22 set 2016 às 09:17

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Walkiria Vieira
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Não é de hoje que os buracos na rua Diacui, no Conjunto Antares, viraram referência da via. Não que isso agrade os moradores, pelo contrário. O servidor público Robson Jamiuk, 35 anos, enfatiza: "a rua é de 1978 e desde então está assim, à própria sorte. Por mais que a gente reclame, não faz efeito. Falam que vão fazer um estudo, que vai para análise, mas nada. Já fizeram um tapa-buraco, mas não dura nada. Dali a alguns dias, volta a ser assim. Se tivessem feito a recuperação adequada dois anos atrás, agora não estaria desse jeito", reclama.
O buracos impressionam de longe e fazem com que motoristas redobrem a cautela. "Minha irmã mesmo não passa lá com o bebê dela. É muito arriscado. Deus me livre se uma pedra dessas pegar na criança", teme a cabeleireira Marcia Mello, 47 anos. "Primeiro que nem dá pra chamar isso de asfalto. É arriscado para crianças, para os idosos. Já está assim há muito tempo, um descaso", desabafa. O motorista Felipe Vicente, 27 anos, também está insatisfeito. "Tem que reclamar. É pedra solta, poeira, um absurdo. O Antares Novo até que está melhor, mas aqui, é de dar vergonha. Essa rua mesmo, a Jurema, desde 1995 é assim", afirma. O aposentado João Ferreira Pontes, 84 anos, diz: "Todo dia caminho por aqui. Ainda bem que a bengala ajuda, mas sempre tem um amigo disposto a me auxiliar na travessia." A professora Helena Santos, 46 anos, também está brava com a situação. "Um terror. Tudo mal acabado. Fizemos pedido de revitalização, mas só aparece gente aqui em época de campanha. Fizeram pedido na Prefeitura, no Facebook para o prefeito (Alexandre) Kireeff e até agora, nada. Há outras ruas assim, isso constitui omissão total por parte do poder público."

Secretário admite dificuldades: "É o pior cenário"
O secretário de obras, Walmir Matos, afirmou que a situação por lá é das piores. "Já chegamos ao nosso limite. Não conseguimos mais assumir esse tipo de compromisso. Nossa situação é muito crítica e nossos recursos se exauriram. Isso nos causa um estado de angústia, mas fazemos o que é possível. Eu sei como estão essas ruas. Vontade não falta e isso até me causa mal estar e frustração. Viramos o caixa para baixo e não cai nenhuma moedinha. Sabemos que a área está muito degradada, mas nossas dificuldades são grandes. É o pior cenário, pois por mais que fazemos, o serviço parece não ter fim. Entretanto, como sou incorrigivelmente um otimista, quem sabe não tiramos um curinga da cartola." (W.V.)


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