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Só na promessa - CADÊ A PONTE?

Paulo Monteiro
NOSSODIA
27 jul 2015 às 09:15

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Fotos: Paulo Monteiro
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Após muito cobrar melhorias na região do Patrimônio Caramuru, zona rural de Cambé, a comunidade comemorou o início da construção da nova ponte sobre o rio Três Bocas, na divisa entre Rolândia e Arapongas. A antiga estrutura de madeira, mesmo caindo aos pedaços, foi usada durante décadas pelos moradores, para o transporte do milho, trigo e soja. O problema é que a plataforma, que seria reforçada com vigas de concreto, até começou a ser feita, mas, após dias, foi paralisada e agora impede a passagem de veículos.
Os produtores rurais até entregaram um abaixo-assinado na Prefeitura. Com a pressão popular, o município elaborou o projeto e abriu a licitação em busca de uma empresa qualificada para executar a obra. Isso ainda em 2014. Porém, as empreiteiras desistiram do trabalho e a construção começou em junho deste ano. Localizada a cerca de sete quilômetros da BR-369, a nova estrutura seria elevada de nível e teria 13 metros de comprimento por seis metros e meio de largura.
"No início de junho, realizaram a retirada da ponte antiga e fizeram a cabeceira nas laterais do rio. Porém, já faz dias que não apareceram por aqui", contou a produtora rural Márcia Mendonça. "Esperamos que retomem o mais breve possível a obra. Esta ponte é muito importante para todos da região", destaca Márcia. Fazendo a ligação entre Cambé, Arapongas e Rolândia, o pedaço é usado por muitos veículos pesados: caminhões carregados, colheitadeiras e tratores.

Motorista pode acabar no rio
Enquanto a construção não é retomada, o local permanece mal sinalizado e com objetos usados pelos operários deixados ao léu. Ficaram apenas sacos com terra para impedir o acesso. Durante a noite, o local é escuro. "Usamos uma outra ponte, localizada a uns 300 metros. O problema é que ela está sobrecarregada com a grande quantidade de veículos e também já começa a cair", acrescenta o agricultor José Álvaro Lopes.
Falta sinalização próximo ao canteiro de obras, nada impede que um motorista desavisado termine no rio. Além disso, depois de serem usados pelos operários, um banheiro químico e um contêiner permanecem abertos no local. Uma chuva forte pode tombar o banheiro e o produto químico em seu interior deslocar até o rio. (P.M.)

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Sem data para voltar
De acordo com o secretário municipal de Obras de Cambé, Osmarino Manzoni, não há previsão para o retorno da obra. "Mas a cabeceira já foi concluída, no começo de junho. Agora, temos que aguardar a chegada das vigas de concreto. A empresa responsável pela produção e entrega é de Ponta Grossa. São 12 vigas, com 13 metros de comprimento cada", explica Manzoni. "Esta empresa foi contratada pela empreiteira que venceu a licitação para realizar a obra. O trabalho ainda está dentro do prazo. A entrega é para setembro", ressalta ele.
O projeto para a construção foi divulgado pelo NOSSODIA em agosto de 2014. Porém, só saiu do papel em junho de 2015. Manzoni afirma que a Prefeitura, apesar do "plano em mãos", abriu quatro processos de licitação. "Todos terminaram desertos. As empresas não assumiram a obra, argumentando diversos problemas. Situação que atrasou tudo", admitiu. Sobre os objetos deixados no local, apesar da paralisação, o secretário assegurou que a empreiteira é a responsável pelos equipamentos. (P.M.)


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