No dia 11 de fevereiro, alunos da rede municipal de ensino retomaram as aulas, mas nem todos seguiram o caminho para a escola. É o caso da Escola Municipal Professora Geni Ferreira, no Avelino Vieira. O caso lá nada tem a ver com as chuvas do início do ano que acometeram Londrina e região. A escola foi interditada em julho de 2015. "Foram aparecendo problemas, a chuva vazava pelo telhado e teve uma hora que chovia mais dentro da escola do que fora", explica a diretora da instituição, Graziela Berezouski Melo. Desde então, os 200 alunos da pré-escola ao 5º ano têm aulas na Capela da Igreja Bom Jesus, localizada na rua Vicente Quesada Agea, no mesmo bairro. "No início, os pais não gostaram, porque não tem quadra. Até chegamos a pensar que o ano letivo de 2016 seria na escola, entendemos que o sistema é assim, tem a parte burocrática, mas todos os dias há pais questionando até quando, mas não sabemos. Ainda nada. Ligo na Secretaria e eles não têm nenhuma posição. Ainda nada, nenhuma pedra se movendo", afirma a diretora. Ainda de acordo com a direção, a capela acolheu muito bem os educandos e as aulas são ministradas nas salas de catequese. "A catequese é aos sábados, então a vinda dos alunos não trouxe prejuízos e conseguimos acomodar todos nas seis salas da capela, ainda que bem apertadinhos", explica. A operadora de caixa Josiane da Silva tem uma sobrinha que estuda na escola Geni Ferreira. "Ela tem oito anos e pelo menos deram uma solução que não ficou longe da escola. Mas por aqui até o Posto de Saúde foi interditado e o atendimento também é em uma igreja. Mas não dão vacina, não tem ginecologista. Deve ser só pra agendar mesmo", expõe.

A escola foi interditada em julho de 2015: a gambiarra da vez foi acomodar os alunos na igreja
De acordo com a Coordenadora da Comunicação da Secretaria Municipal de Educação, Talicia Serafini, não se trata de uma estrutura nova e que em menos de dois anos ruiu. "Ali funcionava um Centro de Educação Infantil filantrópico e após ser entregue, o município assumiu." Sobre a quantidade de mato na escola e no entorno, a coordenadora explicou que não tem conhecimento do estado em que se encontra. " A Secretaria Municipal de Educação está preparando um processo licitatório para capina exclusivo para as unidades escolares. Ainda não temos a data de atendimento no Geni Ferreira, mas já solicitei ao setor responsável providências", disse. Sobre a previsão de retorno das aulas na escola, Serafini informou que a Secretaria de Obras está cuidando do caso. "Vai passar por uma reforma, mas está tudo nas mãos da Secretaria de Obras. Sabemos que houve tomada de preços, já há um vencedor e a documentação está sendo analisada", explicou. (W.V.)
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De acordo com o Diretor de Projetos da Secretaria de Obras e Pavimentação, Fernando Bergamasco, a tomada de preços 009/2015 foi aberta no dia 15 de janeiro. "O processo segue o curso legal e estimamos que o contrato será assinado até o dia 26 de fevereiro. Na semana seguinte é dada a ordem de serviço e daí são seis meses para a execução da obra". Bergamasco também informou que a obra foi orçada em R$ 729 mil reais. "Ainda não temos o valor da ganhadora, mas deve ficar abaixo disso". Sobre os problemas no prédio que abriga a escola, o engenheiro confirma que realmente não se trata de um prédio novo. Começou a ser usado em 2013 pelos alunos da Escola Geni Ferreira, mas é bem mais antigo. (WV)