Férias, céu azul e uma área verde ampla são convite para atividades ao ar livre. Não por acaso, o administrador Márcio Rodrigues Ferreira, 35 anos, juntou a fome com a vontade de comer: no primeiro dia de férias do filho João Márcio Rodrigues Ferreira, de 12 anos, somou seus conhecimentos sobre pipa e partiram para o Lago Norte. "É um privilégio acompanhar o filho, tirar da frente da TV ou das redes sociais. A rotina é uma correria e aqui descarregamos as energias e enriquecemos nosso relacionamento." Márcio conta que passou a adolescência no Jardim Mister Thomas, onde soltava pipas. "Jogava bola no terrão, brincava de burca e naquela época o cerol já surgia forte nas turmas. As pessoas precisam ter consciência. Já vi vários acidentes com motoqueiro por causa de cerol". Márcio diz que o filho tinha curiosidade e hoje é prático, podemos comprar a pipa toda pronta e não tem desculpa." Craque na brincadeira,João Márcio ensina:
"O vento é o melhor aliado".
Erivaldo, 24 anos: "Para mim, o desafio é soltar toda a linha"
Do saco de cebola, a linha para empinar pipa
Natural de América Dourada-BA, o armador da construção civil Erivaldo Francisco, 24 anos, não esconde o prazer de empinar pipas, que carrega desde os tempos de menino. "Para mim, a diversão está em descarregar todo o carretel e conseguir manter a pipa no ar, sob controle. Costumo fazer analogia como a forma que conduzimos a nossa vida." Atualmente, Erivaldo está desempregado e para ele a pipa é também uma terapia. "Na Bahia, nunca cortamos pipa. Até porque, tínhamos pouca linha. Era preciso desfazer um saco de cebola e unir, ponta com ponta, para conseguir o nosso carretel. A rabiola era de sacolinha de mercado e todo o feitio já era uma diversão para nós. (W.V.)
Verônica e Eliseu: brincadeiras simples e seguras para educar
Dia de folga, dia de brincar em família
A vendedora Verônica Carvalho, 25 anos, e seu marido, o cabeleireiro Eliseu Luiz Ferreira, 29, moram no Conjunto Violin. Pais de Maria Vitória, de três anos, e Davi Luiz, de um ano e meio, consideram que atividades ao ar livre são as ideias. Sem os sapatos, Maria Vitória brinca no tanque de areia, a prima Stephany aproveita o espaço para correr e com uma pipa em mãos o pai não esconde o lado paizão – mas que não se esqueceu como era bom ser criança: "Pipa não sai de moda, por mais tecnologia que exista. Eu brinquei de bets, pega-pega, esconde-esconde, pé na lata, mãe da rua colorida e na minha época, o céu do Violin nessa época era todo colorido de pipas e infelizmente muitos já usavam cerol. É como blindar a própria pipa e pelo prazer de cortar do outro. Sou contra, mas hoje vende pronto e isso representa mais risco. Uma pena. (WV)
De acordo com informações da Copel, só em 2016 as pipas causaram mais de 2 mil desligamentos de luz no Paraná. E os problemas não param por aí, já que as pipas e papagaios representam uma das principais causas de acidentes com choque elétrico entre crianças e adolescentes. "O ideal é procurar áreas distantes da rede elétrica". E o gerente de segurança do trabalho da Copel, Oneil Schlemmer, enfatiza: "Para brincar com segurança, solte pipa em parques e outras áreas distantes dos postes e cabos de energia.
Para garantir a segurança, é muito importante que os pais ajudem a orientar as crianças."
A Copel informa ainda que em casos de fios caídos caídos na rua – e que podem estar energizados, com tensões de 34,5 mil volts ou mais, deve-se ligar imediatamente para a
Copel no telefone 0800-5100116. (WV).