Há ruas em que se o motorista tentar desviar de um buraco, cai no outro
Buracos, galhos sinalizando que a rua está intransitável, pedras e até tentativas frustradas dos próprios moradores de recuperar as condições de uso das vias públicas fazem parte da rotina de quem dirige por muitos bairros de Londrina. As reclamações da população sobre a falta de manutenção do asfalto não são recentes e chegam a ser confirmadas pela administração pública. Conforme o secretário municipal de Obras de Londrina, Fernando Tunotti, a cidade tem 2,25 mil quilômetros de ruas asfaltadas. Deste montante, pelo menos 60% apresentam "certa degradação".
Na Rua Domingos de Oliveira, no Jardim Alpes (zona norte), os próprios moradores jogaram cimento nos buracos para tentar minimizar os prejuízos causados pela falta de manutenção. "Quando os ônibus e caminhões passam pelos buracos, minha casa treme inteira", reclama a costureira Maria Célia Ramos, que mora no local há anos e nunca viu manutenção. "Quem mora aqui já sabe onde estão os buracos e desvia, mas quem vem de fora acaba quebrando o carro", acrescenta.
Proprietário de um comércio no mesmo bairro, Ary Araújo Leal revelou que dirige diariamente por todas as regiões da cidade e vê o mesmo problema em outros locais. "Na Avenida Henrique Mansano, cheguei a por um galho em um buraco para avisar os motoristas, porque cansei de ver gente perdendo o pneu", contou. Diante da situação foi realizada na via a operação tapa-buracos. "Mas não resolve, porque o serviço vai embora na primeira chuva. Sei que o recape é um serviço caro, mas a gente paga impostos e tem direito", questiona.
No Conjunto Violin, também na zona norte, o vendedor autônomo já perdeu as contas dos acidentes causados pelos buracos da Rua Pintarroxo. "Os motoristas entram na mão contrária para desviar dos buracos e os acidentes acontecem", reclama. Outra dificuldade é sair de casa levando o filho pequeno no carrinho de bebê. "A rua é intransitável e as calçadas estão em péssimas condições. É sempre um risco", lamenta.
Na Vila Casoni, na região central, o engenheiro Germano Silva Neto brinca que o último prefeito que cuidou do bairro foi o já falecido Wilson Moreira. "As condições do asfalto são péssimas, todo dia vejo um idoso se acidentando porque tropeça nas pedras. Estamos esquecidos", disse.
Na Rua Domingos de Oliveira, no Jardim Alpes (zona norte), os próprios moradores jogaram cimento nos buracos para tentar minimizar os prejuízos causados pela falta de manutenção. "Quando os ônibus e caminhões passam pelos buracos, minha casa treme inteira", reclama a costureira Maria Célia Ramos, que mora no local há anos e nunca viu manutenção. "Quem mora aqui já sabe onde estão os buracos e desvia, mas quem vem de fora acaba quebrando o carro", acrescenta.
Proprietário de um comércio no mesmo bairro, Ary Araújo Leal revelou que dirige diariamente por todas as regiões da cidade e vê o mesmo problema em outros locais. "Na Avenida Henrique Mansano, cheguei a por um galho em um buraco para avisar os motoristas, porque cansei de ver gente perdendo o pneu", contou. Diante da situação foi realizada na via a operação tapa-buracos. "Mas não resolve, porque o serviço vai embora na primeira chuva. Sei que o recape é um serviço caro, mas a gente paga impostos e tem direito", questiona.
No Conjunto Violin, também na zona norte, o vendedor autônomo já perdeu as contas dos acidentes causados pelos buracos da Rua Pintarroxo. "Os motoristas entram na mão contrária para desviar dos buracos e os acidentes acontecem", reclama. Outra dificuldade é sair de casa levando o filho pequeno no carrinho de bebê. "A rua é intransitável e as calçadas estão em péssimas condições. É sempre um risco", lamenta.
Na Vila Casoni, na região central, o engenheiro Germano Silva Neto brinca que o último prefeito que cuidou do bairro foi o já falecido Wilson Moreira. "As condições do asfalto são péssimas, todo dia vejo um idoso se acidentando porque tropeça nas pedras. Estamos esquecidos", disse.
Serviço muito caro
O secretário de Obras informou que, em 2016, foi realizado o recape de 50 quilômetros de asfalto, o que demandou um investimento de R$ 14 milhões. "É um serviço muito caro", comentou. Conforme Tunotti, o concreto betuminoso usinado a quente (cbuq) usado no recape das ruas de Londrina tem um custo médio de aplicação de R$ 35 por metro quadrado. "Por isso ainda não temos programação sobre o início de obras de recape", diz.
O secretário confirmou que o prefeito Marcelo Belinati afirmou que a melhoria nas condições do asfalto de Londrina será uma de suas prioridades. "É um grande desafio que o prefeito quer assumir, mas ainda aguardamos definições para decidir o que será feito", informou. Ele adiantou, porém, que a prioridade do serviço serão os bairros da periferia. "Só não sabemos ainda como será feito, pois tem possibilidade de usar recursos federais, o consórcio intermunicipal ou até mesmo outros convênios", declarou. (C.A.)
O secretário de Obras informou que, em 2016, foi realizado o recape de 50 quilômetros de asfalto, o que demandou um investimento de R$ 14 milhões. "É um serviço muito caro", comentou. Conforme Tunotti, o concreto betuminoso usinado a quente (cbuq) usado no recape das ruas de Londrina tem um custo médio de aplicação de R$ 35 por metro quadrado. "Por isso ainda não temos programação sobre o início de obras de recape", diz.
O secretário confirmou que o prefeito Marcelo Belinati afirmou que a melhoria nas condições do asfalto de Londrina será uma de suas prioridades. "É um grande desafio que o prefeito quer assumir, mas ainda aguardamos definições para decidir o que será feito", informou. Ele adiantou, porém, que a prioridade do serviço serão os bairros da periferia. "Só não sabemos ainda como será feito, pois tem possibilidade de usar recursos federais, o consórcio intermunicipal ou até mesmo outros convênios", declarou. (C.A.)