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Só até às 15h - Atendimento reduzido na zona rural

14 jul 2016 às 08:41


A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem a redução no horário de atendimento em dez das 12 unidades básicas de saúde da zona rural de Londrina. Até a semana passada, todos os postos funcionavam das 7 às 17 horas. Desde segunda-feira (11), os horários sofreram alterações e o encerramento do expediente foi antecipado em até duas horas. A mudança faz parte do que o secretário da pasta, Gilberto Martin, chama de "programa de otimização do uso de recursos da saúde", implantado na segunda-feira com o objetivo de reduzir a zero os gastos com pagamentos de horas extras.
A maior mudança atinge as unidades dos distritos de São Luiz, Irerê, Paiquerê e Guairacá e no Patrimônio Taquaruna, que agora fecham às 15 horas. Nos patrimônios Selva e Regina e no Distrito Warta, o encerramento do expediente foi antecipado para as 15h30 e, em Guaravera e no Patrimônio Três Bocas, para as 16 horas. Apenas nos distritos de Maravilha e Lerroville o horário antigo foi mantido.
Segundo o secretário, as mudanças na zona rural foram definidas após uma análise do fluxo de pacientes, da demanda e das necessidades. "A variação de horário foi muito pequena e depois das 15 horas, o movimento cai muito", justificou Martin. "Das 15 às 17 horas os postos eram usados para fazer outros atendimentos, como aos grupos de hipertensos, por exemplo."

UBS como ambulatório
Gilberto Martin ressaltou que o papel das unidades básicas de saúde é funcionar como ambulatórios. Os casos mais graves registrados na zona rural deverão ser encaminhados a unidades da zona urbana, como o Hospital da Zona Sul, o Pronto Atendimento União da Vitória (zona sul) ou as unidades de pronto atendimento Sabará e Centro-Oeste. "Ou eles (pacientes) se locomovem até a unidade mais próxima ou solicitam o Samu", orientou o secretário.
Nas unidades básicas de saúde da zona urbana não houve redução no horário de funcionamento, mas foram feitas readequações de atividades programadas que aconteciam à tarde e agora foram transferidas para o período matutino.
Com o programa de contenção de despesas com horas extras a Secretaria Municipal de Saúde pretende economizar entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. Até o final do ano, os cortes devem somar R$ 1 milhão. Além dos cortes nas horas extras, a secretaria mudou o horário de atendimento na sede administrativa, na Diretoria de Vigilância em Saúde e na Diretoria de Logística. Dessa forma, a expectativa é reduzir também os gastos com água, luz, telefone, combustível e impressos. (S.S.)

Secretário anuncia contratação de 14 médicos
Após as readequações feitas com o objetivo de reduzir os gastos com pagamentos de horas extras, no entanto, a Secretaria de Saúde de Londrina identificou a necessidade de contratação de auxiliares de Enfermagem e anunciou a contratação de cinco profissionais para trabalhar durante a tarde em unidades básicas de saúde. "No redirecionamento, alguns recursos humanos foram para o período da manhã e esses novos auxiliares de Enfermagem irão ajudar nas unidades básicas de saúde onde há mais dificuldade", disse o secretário Gilberto Martin.
Além dos auxiliares de Enfermagem, o secretário também confirmou a contratação de 14 médicos, sendo nove clínicos gerais plantonistas para atender na UPA Centro-Oeste, quatro pediatras plantonistas para o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e um anestesiologista para atuar na Maternidade Municipal. Os profissionais deverão começar a atender em agosto. O município irá gastar R$ 900 mil com as contratações dos 14 profissionais, mas Martin afirmou que os gastos não irão comprometer o programa de otimização do uso de recursos.
"Está mesmo precisando de mais médicos. Cheguei aqui às 9h30, já é quase meio-dia e ainda não fui atendida", reclamou a doméstica Angelita Ferreira de Souza, que na quarta-feira esperava por atendimento na UPA Centro-Oeste. "Outro dia eu vim aqui, também cheguei às 9h30 e saí às 18h30. É muito demorado."
O operador de betoneira Sidnei de Oliveira Timóteo também se queixa da demora para conseguir uma consulta na UPA. "Cheguei às 8 horas, peguei senha e ninguém mais me chama. Já faz quase quatro horas que estou esperando. Peguei a senha 66 e ainda está no número 39." Para a auxiliar de limpeza Fernanda Cristina Charoto, no entanto, o problema maior não é a falta de médicos, mas a demora para conseguir o resultado de exames. "Cheguei às 7h15, fui atendida em uma hora, mas fiz o exame e quase meio-dia ainda não veio o resultado. A consulta até que é rápida, os exames é que atrasam muito."
O secretário de Saúde disse estar ciente da demora na entrega dos exames e que estuda medidas para agilizar esse processo. "O problema é que o material para os exames é coletado nas unidades por um veículo, que levam o material para o Centrolab e depois o resultado é devolvido em cada unidade. Mas estamos estudando formas de deixar tudo mais rápido." (S.S.)


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