Esporte que abusa das manobras radicais e do equilíbrio, o skate foi uma das marcas da década de 1990 em Londrina. Na época, a cidade foi palco de grandes competições e porta de entrada de muitos praticantes, tornando-se um polo. Com o tempo, este ritmo foi diminuindo, mas a modalidade ainda segue forte e com a expectativa de voltar ao seu ápice, já que a partir de 2020 estará nos Jogos Olímpicos, que serão em Tóquio.
Segundo Ricardo Santos, que vive da prática esportiva há mais de 20 anos, o objetivo é expandir o skate, fortalecendo o que o município tem e agregando mais qualidades. "Há mais de 20 anos tinha um grupo paulista muito forte na cidade e depois disso ficamos muito carentes de ações e alternativas que fogem apenas do campeonato", explica. "Atualmente, a região de Maringá está muito boa, até passando Londrina na questão profissional, e queremos resgatar isso, principalmente com as crianças", afirma.
A intenção é criar um projeto que integre a modalidade com alunos de escolas públicas de Londrina. "Temos os Jogos Escolares, com a competição de skate. Todos os esportes têm seletiva, mas o skate não, porque é novo. Então, podemos acrescentar dentro da disciplina de educação física e nas atividades extracurriculares a base do skate. Com isso, é possível ir para os Jogos já treinados", ressalta o skatista profissional e educador físico Anderson Camargo.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou há dois anos a entrada do skate, além do surfe e escalada, como esporte olímpico. O gesto foi visto como uma forma de atrair jovens e uma nova geração. Para os skatistas, esta entrada no principal evento esportivo do mundo vai colaborar para uma maior divulgação e fortalecimento junto aos mais novos.
"Essa inclusão vai fomentar a prática do esporte e dar uma abrangência cada vez maior, já que ele não pertence somente a um grupo, está exposto e à disposição de todos. Vai popularizar sempre mais", avalia Camargo. Ele ainda aponta que a prática traz inúmeros benefícios à saúde. "Queima caloria, ativa coordenação motora, raciocínio lógico e desenvolve uma série de habilidades. Quem anda também tem uma noção melhor da vida, pois apreende a cair, levantar e tentar novamente", acrescenta.
Londrina conta com sete espaços para andar de skate, sendo a grande maioria públicos. Santos indica que ainda falta um maior apoio, com políticas públicas voltadas ao esporte na cidade. "Quando envolve o poder público fica complicado, pois ele quer pagar por uma pista de skate, por exemplo, mas não pelo projeto. Porém, o projeto é tão ou mais importante que a própria pista", lamenta.
A principal modalidade no município é o street, que é praticado em obstáculos presentes no ambiente urbano. "Muitos atletas vêm de fora fazer fotos e vídeos aqui, já que usam escadas ou corrimões", conta Anderson Camargo. Animado com o novo momento do skate mundialmente, ele acredita que a cidade poderá voltar a ser um celeiro de atletas. "Todo mundo que é profissional já veio para Londrina ou vai vir. Não tem jeito, porque ela está inserida no mapa do skate do Brasil", enaltece.
Skate pode ser praticado por toda a família
Aprendendo em família
Assim como outras modalidades, o skate pode ser para toda a família e sem distinção de idade. O empresário Daniel Hümmel é um exemplo. Fã do esporte e praticante quando jovem, ele agora incentiva o filho Felipe, de apenas cinco anos, a aprender a andar. "Gostava muito e acho importante para ele, que está gostando", diz.
De acordo com o pai, o menino está tão interessado que já pede para assistir a filmes e vídeos sobre skate para ver as manobras. "Está começando a pensar no skate todos os dias. É gostoso ver o filho gostar do que você gosta. Me deixa muito orgulhoso e feliz", se entusiasma.
Praticando o esporte há um ano, o estudante Mateus Campos Florêncio, 15, começou a buscar aulas especializadas para poder realizar manobras. "É algo legal e que eu gosto. Quero adquirir mais habilidade para poder participar de campeonatos e ganhar prêmios. Tenho certeza de que vou conseguir", planeja ele, que é morador de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina).
Segundo Ricardo Santos, que vive da prática esportiva há mais de 20 anos, o objetivo é expandir o skate, fortalecendo o que o município tem e agregando mais qualidades. "Há mais de 20 anos tinha um grupo paulista muito forte na cidade e depois disso ficamos muito carentes de ações e alternativas que fogem apenas do campeonato", explica. "Atualmente, a região de Maringá está muito boa, até passando Londrina na questão profissional, e queremos resgatar isso, principalmente com as crianças", afirma.
A intenção é criar um projeto que integre a modalidade com alunos de escolas públicas de Londrina. "Temos os Jogos Escolares, com a competição de skate. Todos os esportes têm seletiva, mas o skate não, porque é novo. Então, podemos acrescentar dentro da disciplina de educação física e nas atividades extracurriculares a base do skate. Com isso, é possível ir para os Jogos já treinados", ressalta o skatista profissional e educador físico Anderson Camargo.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou há dois anos a entrada do skate, além do surfe e escalada, como esporte olímpico. O gesto foi visto como uma forma de atrair jovens e uma nova geração. Para os skatistas, esta entrada no principal evento esportivo do mundo vai colaborar para uma maior divulgação e fortalecimento junto aos mais novos.
"Essa inclusão vai fomentar a prática do esporte e dar uma abrangência cada vez maior, já que ele não pertence somente a um grupo, está exposto e à disposição de todos. Vai popularizar sempre mais", avalia Camargo. Ele ainda aponta que a prática traz inúmeros benefícios à saúde. "Queima caloria, ativa coordenação motora, raciocínio lógico e desenvolve uma série de habilidades. Quem anda também tem uma noção melhor da vida, pois apreende a cair, levantar e tentar novamente", acrescenta.
Londrina conta com sete espaços para andar de skate, sendo a grande maioria públicos. Santos indica que ainda falta um maior apoio, com políticas públicas voltadas ao esporte na cidade. "Quando envolve o poder público fica complicado, pois ele quer pagar por uma pista de skate, por exemplo, mas não pelo projeto. Porém, o projeto é tão ou mais importante que a própria pista", lamenta.
A principal modalidade no município é o street, que é praticado em obstáculos presentes no ambiente urbano. "Muitos atletas vêm de fora fazer fotos e vídeos aqui, já que usam escadas ou corrimões", conta Anderson Camargo. Animado com o novo momento do skate mundialmente, ele acredita que a cidade poderá voltar a ser um celeiro de atletas. "Todo mundo que é profissional já veio para Londrina ou vai vir. Não tem jeito, porque ela está inserida no mapa do skate do Brasil", enaltece.
Skate pode ser praticado por toda a família
Aprendendo em família
Assim como outras modalidades, o skate pode ser para toda a família e sem distinção de idade. O empresário Daniel Hümmel é um exemplo. Fã do esporte e praticante quando jovem, ele agora incentiva o filho Felipe, de apenas cinco anos, a aprender a andar. "Gostava muito e acho importante para ele, que está gostando", diz.
De acordo com o pai, o menino está tão interessado que já pede para assistir a filmes e vídeos sobre skate para ver as manobras. "Está começando a pensar no skate todos os dias. É gostoso ver o filho gostar do que você gosta. Me deixa muito orgulhoso e feliz", se entusiasma.
Praticando o esporte há um ano, o estudante Mateus Campos Florêncio, 15, começou a buscar aulas especializadas para poder realizar manobras. "É algo legal e que eu gosto. Quero adquirir mais habilidade para poder participar de campeonatos e ganhar prêmios. Tenho certeza de que vou conseguir", planeja ele, que é morador de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina).