Viver em um lugar onde se sinta bem é um privilégio. Serviço de transporte, posto de saúde, segurança, comércio com padaria, lotérica, farmácia, açougue, mercadinho, escola, feira livre e quitanda contribuem para que um bairro atenda seus moradores e permita que muitas coisas sejam resolvidas por lá mesmo - sem a necessidade de deslocamento. Qualidade de vida, assim pode ser chamado isso e, para o comerciante Adilson Hiutaka Tesssina, 56 anos, que trabalha e mora no bairro, há o que comemorar, sim. Há mais de 30 anos é lá sua rotina de trabalho e descanso. Trabalha na Videira, recolhe-se na Cravina. No pet shop em que trabalha, conhece os clientes pelos nomes. Tanto os dos bichos de estimação, como os de seus cuidadores. Eles vêm da Vila Ricardo, Panorama, Chácaras Londrina e Morumbi. "É uma convivência harmônica", resume. Entre pés de flores, de frutas e frutas, as ruas se dividem e as pessoas também se encontram.
Para o moto-fretista Sirval Aparecido Rossetti, 39 anos, não há segredo para localizar um destino e os bairros classificados dessa maneira não trazem confusão. Se é na Amor-perfeito ou rua do Morango a sua entrega, não há erro. O faro e experiência contribuem para o trabalho de Rossetti. Entregador que se preza, cumpre a missão com endereço na mão e carga bem organizada. "Para mim é tudo fácil em Londrina". E segue pela Mangaba em direção ao centro.
Em busca de chuchu para sua dieta, a autônoma Kelly Inouye, 44 anos, agradece mas dispensa a coxinha vendida de porta em porta. Ela considera que os nomes das ruas atraiam a curiosidade e também a reflexão. "Prefiro nomes de pássaros, flores ou profissões a nomes de políticos. Até porque, já pensou morar em uma rua que tem o nome de um prefeito que a gestão não agradou", questiona. "Eu já morei na Inglaterra, na Bélgica, na Holanda e muitos anos na Japão. Acredito que hoje em dia, até a tecnologia ajude na localização, como o uso de GPS. Sem contar que quem tem boca vai a Roma", brinca. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Do batismo das vias
Se estamos na rua Flor de abril, até a Girassol é só um pulinho. Sem dificuldade, a Laranjeiras serve de via para tantas outras. Numa perpendicular está a rua dos Caquizeiros e quem segue pela Araticum cruza com as das Bananeiras. Quem dá nome para as ruas da cidade? Como é esse processo e quanto tempo leva? Vai o esclarecimento: a denominação é feita por meio de um projeto de lei que tramita na Câmara de Vereadores. A apresentação é feita pelo Executivo ou em nome de um vereador. De modo comum, as famílias procuram o Executivo para homenagear um pioneiro ou uma liderança, dada sua representatividade perante a sociedade. E no caso dos loteamentos, primeiros as ruas são batizadas por números e após o processo que inclui projeto de lei, votação e sanção do prefeito, ganha um nome definitivo. (W.V.)
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