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Sexo não tem idade

28 jul 2014 às 08:48

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Assim como o lazer, o esporte, a saúde, a sexualidade também é uma necessidade básica de todas as pessoas e uma parte da vida que não pode ser separada das outras. Todas estas coisas juntas proporcionam o que a gente chama de qualidade de vida.
Sexualidade não envolve somente a prática sexual em si. Está ligada também a percepção do prazer, o afeto, a autoestima e, claro, a saúde. Já está mais do que comprovado que manter relações sexuais ao longo da vida melhora o físico e a "cabeça" das pessoas, inclusive as com mais idade.
Geriatra há 22 anos em Londrina, Marcos Cabrera afirma que as pessoas que fazem sexo regularmente têm mais saúde do que quem não faz. "Existe um erro coletivo em afirmar que a sexualidade se perde com o avançar dos anos. De fato, a sexualidade passa por algumas mudanças obrigatórias, mas tem um ganho enorme na questão sensitiva, afetiva. Nunca deixamos de ser seres sexualmente ativos", completa.
Estudos recentes com pacientes entre 80 e 100 anos, com saúde, revelam que, de fato, a população idosa tem se mantido cada vez mais ativa sexualmente. Da mesma forma que também trabalham mais, estudam mais, sustentam famílias e se aventuram mais em viagens e passeios. "A sexualidade faz parte da busca de uma identidade do indivíduo. É um direito que vai até o final da vida e que depende basicamente de um vínculo afetivo e da saúde física. O sexo impacta positivamente no bem-estar e nas condições cardiocirculatórias", comenta Cabrera. (Micaela Orikasa/Folha de Londrina)

Faça sexo seguro
É evidente que as mudanças que chegam junto com a idade modificam o relacionamento e também o sexo. Porém, tão importantes quanto as questões fisiológicas são os fatores comportamentais que influenciam as relações sexuais. Segundo Cabrera, a sexualidade é a primeira coisa que deixamos de lado quando temos problemas financeiros, físicos, afetivos e de relacionamento com a família. "Além disso, temos que repensar qual posição a sexualidade ocupa em nossa vida. Entre jovens e adultos, ela é central, mas na velhice ela é deixada de lado. Há um senso comum ‘preconceituoso’ que serve como uma ‘autorização’ para que os idosos pensem que não precisam ser sexualmente ativos", analisa. Entre todas essas questões, há um ponto que merece ser reforçado: o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis – como a Aids - entre os idosos. Pela falta de uso do preservativo, um número cada vez maior de homens e mulheres tem se infectado pelo vírus HIV, que causa a doença. (M.O.)

Afeto e amor aos 60

Eles andam de mãos dadas, trocam carinho em público e garantem que o amor "não acaba, jamais". Casados há mais de quatro décadas, Rosa Maria Galindo, de 62 anos, e José Galindo, de 63, são exemplo de que o casamento pode ter ainda mais encantos com o passar dos anos. "Hoje, a maioria dos casais já casam sabendo que se não der certo, podem se separar. Na nossa época, não. Todo mundo se esforçava para casar porque o amor era verdadeiro e não se cogitava de jeito nenhum viver separado depois da união", afirma Galindo. Com disposição para fazer caminhada, alongamento, hidroginástica e teatro, a mineira Rosa Maria diz que a boa energia e saúde refletem nas relações do casal. "As pessoas falam que o sexo muda com o passar do tempo. Para nós, não é verdade. É claro que é uma relação mais tranquila, mas o desejo não acaba jamais. É uma coisa boa, uma troca gostosa", conta Rosa, aos risos. "De tanto amor, nossa relação causa até uma certa inveja entre outros casais", garantem. (M.O.)


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