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Sexo gostoso

31 jul 2014 às 08:38

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O chefe de Urologia do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Marjo Perez, explica que o conceito de tempo para que a ejaculação possa ser considerada precoce é muito discutido entre os especialistas. "Normalmente, classificamos como ejaculação precoce quando não há uma relação satisfatória, em função do tempo até a ejaculação. Existem casos em que há ejaculação antes de ocorrer a penetração ou imediatamente quando ela acontece", comenta.
O principal motivo da precocidade na ejaculação é de natureza psicológica. "Sempre está relacionada à ansiedade. Fatores do dia a dia que podem aumentar a ansiedade, como cobrança no trabalho, excesso de atividades e prazos exíguos a serem cumpridos podem afetar o desempenho", afirma o médico. No que diz respeito aos tratamentos, existem métodos de treinamento para prolongar a relação, além de medicamentos prescritos em casos de ejaculação precoce e de disfunção erétil. O uso de medicamentos que facilitam a ereção deve ser feito apenas com orientação médica. "Utilizar remédios sem consultar um especialista pode esconder alguma doença como alterações vasculares e endócrinas", alerta Perez. Esses medicamentos facilitam a ereção, mas há necessidade de um adequado estímulo sexual para que ela ocorra. O especialista ainda chama a atenção para a venda clandestina desses medicamentos, que não são recomendados por não haver supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
"Não é possível saber se a fórmula e os componentes estão corretos", finaliza o médico.
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