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Sexo gostoso

22 set 2014 às 08:20

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Existe sim e isso tem até nome: hipersexualidade, que atinge cerca de 3% da população mundial (sendo 80% de homens). E ao contrário do que muita gente pode pensar, esse problema traz prejuízos ao corpo e a vida social da pessoa, como qualquer outro tipo de vício ou compulsão. De acordo com especialistas, o hipersexual abandona suas tarefas cotidianas, o trabalho, deixa de dormir e até de se alimentar corretamente. Tudo só para ter tempo para praticar ou pensar em sexo. A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP, Carmita Abdo, explica que a hipersexualidade se demonstra quando a pessoa é "refém do sexo", já que "não consegue mais ter o controle da situação". O ginecologista e terapeuta sexual, Amauri Mendes Jr, completa que o vício gera "grande infelicidade e ansiedade, já que o sujeito nunca se satisfaz". Na maioria dos casos, o problema aparece já na adolescência, mas a tendência é que se torne mais intensa a partir dos 20 aos 30 e poucos anos.
Quem sofre com a compulsão sexual deve procurar um especialista em terapia sexual, que vai buscar as origens do problema. Em alguns casos, há indicação de uso de medicamentos antidepressivos, que ajudam a inibir o desejo sexual, e estabilizadores de humor. A terapia sexual vai investigar a buscar as origens do problema.
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