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Sexo gostoso

10 jul 2014 às 08:50
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia lembra a importância de os pais conversarem com seus filhos sobre sexualidade e cuidados com a saúde. A iniciação sexual deve ser tratada com clareza e sinceridade pelos pais, sem preconceitos e tabus. "As crianças devem aprender sobre sexualidade da mesma maneira que aprendem sobre outras questões do cotidiano. O assunto não deve ser abordado de forma sigilosa, mas de maneira aberta e franca. Os limites, deveres e direitos devem ser aprendidos", aconselha Zuleide Aparecida Félix Cabral, presidente Federação.
O índice de adolescentes grávidas no Brasil vem caindo, mas dados do último censo do IBGE, em 2009, ainda mostram números altos: mais de 444 mil partos em meninas de 10 a 19 anos. Contudo, os perigos de uma vida sexual ativa não se limitam a uma gestação indesejada. O HPV é um dos maiores vilões entre as adolescentes. Estudo da Fundação Oswaldo Cruz aponta que uma em cada quatro jovens no início da atividade sexual está contaminada com o vírus que pode causar câncer de colo de útero.
Mas é claro que a atividade sexual não traz apenas riscos e malefícios. "Os pais devem abordar a sexualidade também como forma de bem-estar, prazer, felicidade, companheirismo, respeito, mas que exige responsabilidades e deveres", enfatiza Zuleide. O preparo dos jovens para as relações sexuais começa desde a infância quando na escola e em seus lares, os pais e educadores já devem discutir sobre as questões positivas e negativas que envolvem a iniciação sexual.
Por isso, é importante também conversar com os filhos homens, que devem ser igualmente responsáveis e responsabilizados nas decisões da vida sexual, como no uso do preservativo.

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