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SÉRIE B - De olho no G4

Victor Lopes
Grupo Folha
06 jun 2016 às 08:49

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Marcos Zanutto
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Depois da vitória por 1 a 0 sob muita chuva contra o Tupi, no último sábado, no Estádio do Café, o Londrina terminou a sexta rodada da Série B a apenas dois pontos do G4 (é o 11º colocado, com 9 pontos, contra 11 do Brasil de Pelotas, o quarto na tabela). E agora, jogadores e comissão técnica alvicelestes se preparam para encarar uma maratona de viagens nas próximas rodadas com o objetivo de aumentar o aproveitamento de pontos, que hoje é de 50%.
A equipe deve ficar mais nos saguões dos aeroportos pelo País do que no Centro de Treinamento da SM Sports nos próximos doze dias. A implacável tabela da Série B decreta que nas quatro rodadas pela frente o Tubarão encare três desafios fora de casa. Tudo isso, acredite, até o dia 18 de junho.
Entre idas e vindas para a cidade, a longa jornada deve ultrapassar a marca de 11 mil quilômetros rodados com jogos em três estados distintos, dois deles na região Nordeste. A primeira parte desta "peregrinação" já começou nesta madrugada, quando time viajou para encarar o Ceará nesta terça, às 21h30, em Fortaleza. Depois, a equipe retorna para enfrentar o Vila Nova no Café, sábado, e na sequência pega o Oeste em Osasco-SP, para fechar toda essa correria contra o Bahia, em Salvador. "Teremos uma logística péssima em função de voos que não são mais disponibilizados (para o Ceará). Assim não poderemos fazer nenhum treino, apenas uma movimentação e já jogar na terça", salienta o técnico Claudio Tencati.

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Mais um volante ou três atacantes?
Para a sequência complicada de partidas que o Tubarão tem pela frente, Cláudio Tencati ainda não sabe se irá manter o sistema de jogo que utilizou contra o Tupi, quando entrou com o atacante Paulinho Mocellin no lugar do volante Diogo Roque. Ele relata que ainda está "amadurecendo" esse esquema para jogos fora de casa, com o objetivo de não mudar muito a forma de jogar. "Ainda não defini se vou encaixar um volante ao lado do Germano ou se vou manter (os três atacantes). Posso colocar mais um jogador próximo ao Germano para que ele ajude na articulação, mas também defenda mais, organize a saída de bola e ajude a compactar o time", analisa.

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Pelas beiradas
O zagueiro Silvio concorda com Tencati: é possível almejar "grandes coisas" na Série B, mas sempre "comendo pelas beiradas" e abocanhar uma oportunidade que, por ventura, apareça. "Agora vamos enfrentar o Ceará, que é um clube de tradição, e a nossa meta fora de casa é pontuar sempre, deixando o pepino para o adversário. Será um jogo difícil, mas nossa filosofia de trabalho é sempre jogar para vencer, porque quando fazemos isso, ficamos mais longe da derrota". O meia Rafael Gava diz que é possível fazer um "grande jogo" contra o Ceará. "Acho que a partir de agora já podemos almejar a parte de cima da tabela", complementa. (V.L.)

Metas
O treinador confirma que tem "metas internas estipuladas com a direção" do quanto quer pontuar nessa sequência dificílima de partidas. Ele prefere não expor o número de pontos que projeta até a 10ª rodada para evitar cobranças antecipadas, mas admite que precisa ser mais eficiente do que foi até agora. Com a vitória pelo placar mínimo contra o Tupi, o Tubarão tem um aproveitamento até agora de apenas 50%: 9 pontos em 18 disputados. Fora de casa, a equipe tem dois empates, conquistando 33,3% dos pontos jogados. Ou seja, para melhorar esse rendimento, precisa pelo menos ganhar duas partidas fora. "Nós criamos uma imagem positiva de um time forte fora de casa. Demonstramos isso contra o Goiás e o Joinville. O Londrina vai ter que buscar pontos, criar alternativas e ter qualidade para isso, mesmo contra times como Ceará e Bahia", salienta Tencati.
Outra meta que fica clara nas palavras do treinador é que o Tubarão não pode, de forma alguma, se distanciar da zona dos quatro primeiros colocados. "Hoje é a diferença de apenas dois pontos que nos separa do quarto colocado. Precisamos estar sempre próximos, para no momento certo ocupar a quarta ou terceira posição, e não sair mais de lá". (V.L.)

Nas últimas semanas alguns jogadores chegaram ao clube, como é o caso do meia de criação Rondinelli e o atacante Marcelinho, que estrearam na última rodada e agradaram ao treinador, mesmo em meio a todo aquele aguaceiro. "O Rondinelli é aquele jogador que joga de cabeça erguida para organizar a equipe e o Marcelinho conseguiu incendiar o último jogo pelo lado esquerdo, inclusive com chance de fazer o gol. Além disso, ainda temos jogadores em recuperação, como é caso do lateral esquerdo Paulinho, o volante Jumar e o lateral Romário, que precisa melhorar a parte física. Daqui a pouco a equipe vai se tornar muito forte em todos os sentidos, mas ainda é preciso aprimorar alguns atletas". (V.L.)


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