Natural de Manuel Ribas, no centro do Estado, Luiza Alflen Moretto, 61 anos, teve três filhos. Vivia em sua cidade natal onde tocava um restaurante junto com o marido. Em 2002, ele adoeceu e a família decidiu se mudar para Londrina, para que ele pudesse se tratar. "Vim sem lenço e sem documento. Eu não podia deixar ele sozinho e como eu não tinha renda e nem carteira assinada, comecei a fazer pães e vender de porta em porta", relata. Com cinco sacolas cheias de pães em cada braço, dona Luiza foi cativando a freguesia. "Londrina é uma terra de gente muito boa. Por onde eu passei ninguém me disse não", conta. Mas a doença do companheiro se agravou e ela acabou ficando viúva. "Foram dois anos e 37 dias de tratamento e tive que superar essa perda", comenta.
E ela continuou tocando a vida. Hoje seu pão caseiro continua fazendo sucesso, mas variedade de produtos aumentou bastante. Cueca virada, por exemplo, não sobra uma bandeja pra contar história. Mas ela vende também mantecal, bolachinha de pinga, rosquinha de coco e de amendoim, bolo de fubá, cuca e pão de mel. "Hoje tenho uma cozinha toda adaptada e aprovada pela Vigilância Sanitária e estou fazendo um curso de padeiro. Acredito que a gente nunca sabe tudo. Eu mesma aprendi a me virar porque as coisas são assim, quando a água bate... tem que se virar", brinca Luiza, que vende suas delícias todo sábado e domingo na feirinha do feito a Mão. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
E ela continuou tocando a vida. Hoje seu pão caseiro continua fazendo sucesso, mas variedade de produtos aumentou bastante. Cueca virada, por exemplo, não sobra uma bandeja pra contar história. Mas ela vende também mantecal, bolachinha de pinga, rosquinha de coco e de amendoim, bolo de fubá, cuca e pão de mel. "Hoje tenho uma cozinha toda adaptada e aprovada pela Vigilância Sanitária e estou fazendo um curso de padeiro. Acredito que a gente nunca sabe tudo. Eu mesma aprendi a me virar porque as coisas são assim, quando a água bate... tem que se virar", brinca Luiza, que vende suas delícias todo sábado e domingo na feirinha do feito a Mão. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)