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Semana Municipal da Criança e do Adolescente

11 jul 2018 às 21:53

Os resultados da 1ª Semana Municipal da Criança e do Adolescente, que termina no dia 14 de julho em Londrina, surpreenderam os organizadores do evento que tem o objetivo de divulgar para estudantes do ensino fundamental e médio os direitos e deveres previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Durante as palestras que realizam desde de segunda (9) em escolas estaduais de Londrina, os palestrantes têm recebido algumas denúncias de violência, assédio e abuso sexual e psicológico sofridos por crianças e jovens.
"Percebemos que muitos estudantes não tinham informações sobre o que configura um abuso e não sabiam que podiam pedir ajuda", afirmou a advogada Miriã Pietroroia, do Neddij-UEL (Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude da Universidade Estadual de Londrina), entidade que promove a semana em parceria com o Conselho Tutelar, Guarda Municipal, Câmara de Vereadores e Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente. Os temas abordados em palestras realizadas em cinco escolas e que devem atingir 2.500 estudantes incluem ato infracional, rede de proteção, bullying, álcool, drogas e profissionalização. "Muitas crianças e adolescentes não sabiam o que era o ECA, uma lei que os protege", comentou. Em apenas uma escola, a atividade rendeu 12 denúncias de alunos que sofrem violência generalizada na família. Também houve relatos de muitos adolescentes naturalizando a vida no crime e também denúncia de aliciamento de meninas por traficantes na porta das próprias escolas. O conselheiro tutelar Mirko Bressanine, presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares da Regional Londrina, destacou que a entidade acompanha as palestras para divulgar a rede de proteção. "A escola é o lugar onde surgem as denúncias. Estamos explicando que o Conselho Tutelar faz parte da rede de proteção", afirmou.

GARANTIAS
A professora de ciências Tábata Gomes acha "fundamental" trazer o diálogo para a escola. "Os alunos sempre veem o Conselho Tutelar como algo ruim, não sabem que existem aparelhos públicos como este, que tem o objetivo de garantir proteção. É interessante tirar o tema da perspectiva punitiva", analisou.
Julia Rodrigues, 11, não conhecia a maioria dos direitos das crianças e achou interessante aprender sobre bullying. "Já vi acontecer aqui na escola e não sabia como ajudar. Entendi que devemos sempre procurar um adulto", contou.
Alef José, 13, também aprendeu sobre os próprios direitos e avaliou que a palestra vai ajudar muitos alunos da escola. "A gente sabe que os traficantes ficam onde tem adolescentes, mas quem começa a usar entra em um caminho sem volta", disse.


SERVIÇO
Crianças e adolescentes
em situação de risco
podem telefonar para:

Conselho Tutelar (125), Disque 100 (100) e Serviço reservado da PM (181)


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