A reportagem do NOSSODIA deu um rolê em seis Academias Ao Ar Livre para ver como está a situação dos espaços e equipamentos: nos conjuntos Vivi Xavier, Heimtal, Maria Cecília, Aquiles Stenghel e Semiramis, além da área no Lago Norte. Em quatro delas apresentam problema, como aparelhos caindo aos pedaços ou faltando partes.
"Venho aqui todo dia fazer exercício. Que eu me lembre, está há uns seis meses quebrado. Seria uma beleza se estivesse tudo arrumadinho. Mas tem sempre alguém que aparece para estragar. Tinha um banco ali que arrebentaram inteiro e tiveram que arrancar", disse o aposentado Benedito Venâncio, que estava na praça do Conjunto Vivi Xavier.
Por lá, o único banco que sobrevive está depredado. O aparelho "surf", destinado ao movimento das pernas, está despedaçado. Detalhe: a parte quebrada do aparelho está jogada na parte dos fundos do 3º Grupamento de Bombeiros.
Na academia do conjunto Aquiles Stenghel, o buraco é mais embaixo. Além de aparelhos quebrados, teve equipamento que foi para o conserto e não voltou mais. "Uma emissora de TV vinha fazer um evento nessa praça, então a Prefeitura veio uns dias antes e levou três bancos e um aparelho para arrumar e trazer antes do evento. Choveu, o evento foi transferido para outro lugar e não trouxeram as coisas de volta", denunciou Nilton Inocêncio Vaz, que vende caldo de cana em frente à academia há sete anos.
O comerciante também revelou uma conversa que teve com o ex-prefeito Alexandre Kireeff. "Quando pegamos no pé da prefeitura sobre o mato alto aqui, ele (Kireeff) veio com um secretário e aproveitamos para pedir que arrumassem os aparelhos. Naquela época ele me respondeu que não tinha gente para fazer manutenção", conta.
Na época da criação das Academias Ao Ar Livre, a responsabilidade era da Secretaria Municipal do Idoso. Atualmente, os locais estão sendo administrados pela FEL (Fundação de Esportes de Londrina). (Edson Neves/NOSSODIA)
No Maria Cecília, o aparelho de pressão de pernas
sem encosto é apenas um dos problemas
Sem mão de obra
Procurado pela reportagem, o assessor de eventos da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Sandro Henrique Moreira dos Santos, declarou que o Município não tem mão de obra para fazer a manutenção dos aparelhos. "Quando estraga um aparelho, estamos passando e recolhendo. Não temos peças para substituir. São tipos de aparelhos bem específicos e as empresas que comercializam vendem apenas o conjunto e não individualmente".
Santos completou dizendo que a Fundação está viabilizando uma licitação. "Estamos fazendo um levantamento para achar equipamentos parecidos com os que já estão instalados nas praças e que vendam de acordo com a nossa necessidade". (E.N)