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Sem descuido - Inverno também tem dengue

Simoni Saris
Grupo Folha)
22 mai 2016 às 23:31

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No inverno, o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, costuma dar uma trégua. Nos meses mais frios, o ciclo de vida do inseto se prolonga e o tempo que leva para um ovo chegar à fase adulta sobe de sete para 20 dias. Em alguns casos, o ciclo evolutivo pode demorar até dois meses para se completar. Por essa razão, o inverno é o período mais propício para a realização de ações de combate ao mosquito que irão evitar uma nova epidemia de dengue no verão.
No sábado, o setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Londrina realizou o "Todos na Ação Aedes aegypti não!" para conscientizar a população do Jardim Santiago (zona oeste) sobre a importância de manter os quintais limpos e livres de objetos que possam servir de criadouro ao mosquito mesmo durante o inverno. A unidade básica de saúde do Jardim Santiago concentra o maior número de casos de dengue registrados na cidade neste ano. Dos 3.360 casos computados entre 1º de janeiro e 17 de maio de 2016, 283 estão na área de abrangência daquela UBS. A zona oeste também é a região da cidade com maior número de registros de dengue no período, com 849 casos.
"Essa ação é para que a dengue não fique no esquecimento durante o inverno. Nesta época do ano o ciclo de vida do mosquito demora mais, mas a população deve continuar atenta e reservar de dez a 15 minutos, três vezes por semana, para tirar o lixo do quintal", orientou a coordenadora do setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Lucimara Vasconcelos.
A ação contou com a participação dos adolescentes atendidos pelo Centro de Formação do Cidadão (CFC) do Jardim Santiago e das crianças do Projeto Viva Vida do Jardim Leonor. Com faixas, cartazes e panfletos, as crianças e adolescentes abordavam motoristas, chamando a atenção para a importância do combate ao Aedes aegypti. "O trabalho contra a dengue é contínuo no CFC. As orientações aos nossos adolescentes é constante, mas essa ação, hoje, é mais eficaz porque estamos fazendo um trabalho de conscientização com a comunidade", disse a coordenadora do CFC do Jardim Santiago, Nilma Assis.

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CICLO DE VIDA
Quando a fêmea do Aedes aegypti põe os ovos em local úmido, o tempo para desenvolvimento do embrião é de 48 horas. Após esse período, se tiver contato com a água, o ovo eclode e o embrião inicia o ciclo evolutivo até se tornar um mosquito adulto. Sem contato com a água, o embrião já desenvolvido pode permanecer dentro do ovo por até 450 dias esperando o ambiente favorável para dar prosseguimento ao seu ciclo de vida.
"Se o embrião estiver formado dentro do ovo, ele pode ficar mais de um ano lá dentro e bastam 30 minutos para o ovo eclodir e aquele embrião se transformar em uma larvinha. No verão, em sete a oito dias aquela larva se torna um mosquito adulto", explicou o assessor técnico de Endemias do município, Elson Belisário. "Por isso, a hora de combate ao mosquito é agora e por isso é tão importante eliminar os criadouros do mosquito. Temos que estar empenhados para chegar no verão com a doença sob controle." (S.S.)

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