Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Sem calçada, sem cobertura, no meio do mato - Acreditem: Isto é um ponto de ônibus

Paulo Monteiro
NOSSODIA
27 abr 2017 às 09:09

Compartilhar notícia

Fotos: Paulo Monteiro
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


O frio chegou e a condição dos usuários do transporte público se torna ainda mais complicada na zona oeste de Londrina. No Parque Universidade, trabalhadores e estudantes aguardam o coletivo em pontos de ônibus deteriorados e sem qualquer estrutura. No meio do mato, as paradas não possuem calçadas, proteção lateral, nem ao menos uma cobertura. A baixa temperatura, a chuva e o vento comprometem a saúde da população.
Um dos piores pontos fica na rua Renato Fabretti, a poucos metros do ribeirão Esperança, na divisa com o Jardim Colúmbia. Apenas um "palito" de madeira sinaliza a parada de ônibus. O ponto está quase desaparecendo no meio do matagal. Também não há qualquer calçamento em volta dele. Os usuários são obrigados a ficar no meio da rua enquanto o "busão" não chega.
"Esperamos debaixo da chuva e do sereno, sofrendo no vento. Nesta época do ano, por volta das seis horas da manhã, o pessoal aguarda o ônibus no escuro. Bichos saem do mato, levamos muitos sustos. O medo de assaltado também é grande", comenta a dona de casa Jaqueline Rodrigues da Silva. Existe ainda o risco de atropelamentos no local. "O ponto fica perto da esquina (com a rua Sidney Miller). Não há um lugar seguro para esperar o ônibus, como uma calçada, e ficamos no asfalto. Um carro pode virar rapidamente e nos atingir", alerta a moradora.
No ponto de ônibus localizado do outro lado da rua Renato Fabretti, uma cerca de madeira está prestes a cair e também pode atingir os usuários.

Fotos: Paulo Monteiro
Fotos: Paulo Monteiro

Na rua Rita Cajola, em frente à escola municipal Ruth Ferreira de Souza, o ponto de ônibus não possui calçamento


Superbus não circula por aqui?
Em 2016, o município assinou a implantação dos abrigos do projeto Superbus. As estruturas atenderiam ônibus SuperBus e convencionais. Abrigos que possuem cobertura térmica, calha, vidros nas laterais, lixeira e acessibilidade para cadeirantes. Porém o Superbus não chegou ao Parque Universidade. Na rua Rita Cajola, em frente à escola municipal Ruth Ferreira de Souza, o ponto de ônibus não possui calçamento. Entre os usuários, há pais que aguardam o coletivo com os filhos no colo. Além disso, em dias chuvosos, eles tomam o ônibus sujos de barro.
"Não dá para ficar neste ponto. Se a pessoa não cuidar, cai de costas nesse barranco", relata o mestre de obras Wilson Ribeiro dos Santos, destacando o risco de acidentes devido ao terreno em declive. "Quando chove não dá para se proteger debaixo desta cobertura. Como não há um piso aqui, a chuva cai e suja de barro a calça de todo mundo. Tenho que ir para o trabalho com roupa e calçados sujos e molhados", comenta Santos sobre a situação dos usuários do transporte público no Parque Universidade.
Desde o início do ano, o município realiza a implantação de mais 19 abrigos do Superbus. A Secretaria municipal de Obras e Pavimentação é a responsável pela fiscalização das atividades. O secretário de Obras, Fernando Tunouti, admite que atualmente não há qualquer projeto para a instalação de abrigos do Superbus no Parque Universidade. (P.M.)

CMTU
A assessoria de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), sobre os pedidos de melhorias nos pontos de ônibus do Parque Universidade, informa que uma equipe da diretoria de transportes será encaminhada ao bairro. Os servidores irão avaliar as necessidades de reparos nas estruturas, levantando eventuais intervenções para melhorar as condições de uso aos passageiros do transporte coletivo. A depender do resultado do levantamento, os serviços serão incluídos na programação de atendimento da equipe de manutenção de pontos, com previsão de execução para os próximos dois meses. (P.M.)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas