Professores e funcionários das escolas estaduais do Paraná decidiram, em assembleia realizada na quarta-feira, continuar a greve da categoria, que já dura quase um mês. Cerca de 20 mil pessoas participaram do encontro.
As arquibancadas do estádio Durival Britto e Silva, a Vila Capanema, em Curitiba, ficaram lotadas. A votação que decidiu pela continuidade da paralisação aconteceu por volta das 11 horas, com a maioria dos presentes levantando os crachás e cartões em sinal de apoio à greve. Pouquíssimos servidores se manifestaram contra o movimento.
Após a reunião, os grevistas seguiram em passeata para o Centro Cívico a fim de acompanhar a sessão da Assembleia Legislativa (AL) que teria a prestação de contas do secretário estadual de Fazenda, Mauro Ricardo Costa.
"A greve continua porque nós entendemos que ainda faltam significativos pontos para resolver com a categoria", afirmou a secretária de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho.
Além da dívida de R$ 96 milhões do Estado para pagamentos de progressões e promoções de professores em atraso, Marlei de Carvalho disse que há problemas sérios com organização escolar, ou seja, é preciso redistribuir as vagas em salas, muitas superlotadas, organizar contraturno e contratar professores em regime de Processo Seletivo Simplificado (PSS).
Ela afirmou que a categoria desconfia que o Governo do Estado não vai cumprir os pontos já definidos na mesa de negociação. Desde o dia 9 de fevereiro, um grupo de servidores está acampado em frente à sede do Executivo estadual.