Numa casa distante da cidade, localizada entre a avenida das Maritacas e a Estrada das Três Figueiras, no limite de Londrina com Ibiporã, vivem a desempregada Maria Helena da Silva, 52 anos, um de seus filhos e cerca de 15 gatos e cinco cachorros. "Esses animais foram deixados perto de casa. As pessoas aproveitam que o lugar é deserto para abandonar os bichinhos. Eu fico com dó. Para não morrerem atropelados ou de fome, eu os coloco dentro de casa", diz ela.
Para também não morrer de fome, ela recolhe latinhas e outros materiais recicláveis para vender. Tudo fica depositado em sua pequena e carente moradia. A casa possui o teto e paredes com enormes rachaduras. Tanto a cobertura, quanto as paredes são compostas por velhas telhas e tapumes. Não há estruturas de concreto, nem mesmo de madeira. "Chove em cima da minha cama, dos alimentos", relata. Até um guarda-chuva é usado no interior da residência para segurar a água e amenizar o sofrimento. "Quando o vento é forte, a casa balança e parte das telhas vão embora voando", acrescenta.
Há alguns anos a sua residência foi destruída por um grande incêndio. "Eu tenho uma filha deficiente física, que está internada neste momento. Na época ela derrubou uma vela e o fogo começou. Perdi o pouco que tinha", relembra Maria. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Energia vem dos escombros
A única fonte de energia elétrica vem dos escombros do antigo do salão de festas da Capela São Bento, localizada a alguns metros da sua moradia. No local ela recarregava a bateria do velho celular. Seu único meio de comunicação com o mundo. A água também vem do local. Ela enche garrafas de plástico para matar a sede de todos.
Maria Helena gostaria de reconstruir a sua casa. Mas para isso precisa de materiais de construção. "Alimentos e móveis são bem vindos. Rações para os animais também", acrescenta ela. Seu telefone para contato é 98408-9793. A casa está localizada na avenida das Maritacas, esquina com a estrada das Três Figueiras, em frente ao terreno da Capela São Bento. (P.M.)
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