Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Seleção brasileira - Sotaque paranaense nas Copas

20 mai 2018 às 20:49

Compartilhar notícia

Rafael Ribeiro/CBF
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

A convocação do técnico Tite não teve muitas surpresas e confirmou a presença de dois paranaenses na seleção brasileira para a disputa da Copa do Mundo. O londrinense Fernandinho e o zagueiro Miranda, natural de Paranavaí, serão os nossos representantes na Rússia. Ao longo das 21 edições do Mundial, dez jogadores nascidos no Paraná tiveram o privilégio de serem chamados para a disputa da competição mais importante do futebol.
Ídolo do Londrina e do São Paulo, o atacante Paraná foi o segundo jogador a nascer no Estado a participar de um Mundial. O primeiro a ser convocado foi o ponta-esquerda Patesko, que jogou os Mundiais de 1934 e 38. O atacante iniciou a carreira no Palestra Itália – clube de Curitiba – e depois brilhou no Botafogo. Nascido em Cambará (Norte Pioneiro), Paraná recolocou o Estado novamente em uma Copa quase 30 depois ao ser chamado pelo técnico Vicente Feola para a Copa de 1966, na Inglaterra. O Brasil vivia a euforia do bicampeonato de 1958 e 62, mas viu a seleção fracassar e ser eliminada logo na primeira fase. Com Pelé caçado pelos adversários e Garrincha em decadência técnica, o Brasil venceu a Bulgária na estreia, mas perdeu para Hungria e Portugal e viu os dois rivais se classificarem no grupo.
Revelado pelo São Bento de Sorocaba (SP), Paraná chegou ao São Paulo em fevereiro de 1965 e quatro meses depois foi convocado pela primeira vez, para participar de uma excursão para a Europa. O ponta-esquerda jogou 11 vezes com a amarelinha, com nove vitórias, um empate e uma derrota. Marcou um gol.
Apesar da grande fase que vivia, Paraná não esperava ir para a Copa do Mundo. "Acabei me machucando no último jogo antes da Copa. ‘Dei’ 12 pontos na canela e achei que não passaria pelo último corte. No fim, o Feola deixou de fora o Servílio, que era o craque depois do Pelé, e eu fiquei no grupo. Cheguei na Inglaterra de cadeira de rodas", relembra o ex-atacante, que hoje reside em Sorocaba. O fiasco do Brasil na Copa da Inglaterra ficou marcado pela desorganização fora de campo, pelo relacionamento ruim entre alguns jogadores e por uma disputa intensa entre paulistas e cariocas. Paraná conta que no último jogo, contra Portugal, Feola chegou a perguntar ao grupo quem queria jogar, já que muitos não acreditavam mais na classificação. "Eu falei que, mesmo com os pontos na canela, eu jogaria, apesar da proibição dos médicos. Fui para o campo e ainda levei uma pancada no mesmo local. Apesar disso, joguei o tempo todo", revela.
Paraná jogou no São Paulo até 1973 e disputou 394 partidas. Chegou ao Londrina em 1976 e marcou o primeiro gol da história do estádio do Café, no empate em 1 a 1 com o Flamengo. "Consegui fazer tudo que tinha que ser feito no futebol. Jogar em grandes clubes, ir para a seleção e jogar uma Copa do Mundo com o meu pai ainda vivo. Valeu muito a pena", frisa. Os outros seis paranaenses convocados para Mundiais foram Dirceu (1974, 78 e 82), Rogério Ceni (2002 e 2006), Belletti (2002), Kléberson (2002 e 2010), Nilmar (2010) e Henrique (2014). (Lucio Flávio Cruz/Grupo Folha)


Zagueiro vai treinar na Granja Comary
Fundado em 1994, o PSTC tem o privilégio de ter revelado dois paranaenses que juntos terão quatro Copas do Mundo no currículo: Kléberson (2002 e 2010) e Fernandinho (2014 e 2018). Para o presidente do clube londrinense, Mário Iramina, o segredo para a descoberta de tantos talentos está no trabalho de captação e na estrutura ofertada.
"Em seis Copas, tivemos jogadores nossos em quatro. Jamais sonhamos com isso. Oferecemos a condição para o atleta evoluir e o momento certo para a saída para grandes clubes. O time profissional para nós sempre ficou em segundo plano", ressalta. O clube conta hoje com 50 garotos nas categorias sub-15 e sub-17 e segue revelando atletas para o futebol brasileiro. Iramina cita como exemplo o zagueiro Vitão, 18 anos, cedido ao Palmeiras em uma parceria. Nascido em Jacarezinho (Norte Pioneiro), o jogador foi capitão da seleção brasileira sub-17 no Mundial do ano passado e foi chamado pelo técnico Tite para treinar com a seleção principal na Granja Comary na preparação para a Copa do Mundo. "Ele está trilhando o caminho para no futuro jogar uma Copa", salienta o dirigente.
Sobre Fernandinho, Iramina acredita que o londrinense tem condições de ser, inclusive, titular na Rússia. "Depois dos 7 a 1, ele não estava entre os preferidos de quase todo mundo. Ele demonstrou muita força depois daquela derrota e chega mais experiente e maduro. Tem condições de dar a volta por cima e acho que estará entre os 11 do Tite", opina. (L.F.C.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Cadastre-se em nossa newsletter

Miranda
Entre idas e vindas, o zagueiro Miranda jogou por 15 meses no juvenil da Portuguesa Londrinense. Presidente do clube na época, Amarildo Vieira conta que o jogador foi oferecido duas vezes ao Vasco da Gama antes de ir em definitivo para o Coritiba. "Tinha uma parceria com o Vasco. Cheguei a insistir com o Eurico Miranda para que ficasse com o jogador porque eu tinha certeza que ia dar certo", relembra. "Como o Vasco não quis, ele fez um bom Campeonato Paranaense aqui e foi emprestado para disputar a Copa Rio pelo Coritiba. Ele ainda voltou mais uma vez para cá antes de seguir em definitivo para Curitiba." Para o ex-dirigente, Miranda já merecia ter sido chamado na última Copa, mas acredita que o zagueiro tem tudo para fazer um grande Mundial. "Em 2014, ele estava no auge. De qualquer forma, ele continua sendo muito bom e agora está mais experiente. Ele sempre foi um zagueiro que se posiciona bem e tem boa performance por baixo e também por cima", avalia Vieira. (L.F.C.)


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas