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SEGURANÇA EM CAMBÉ - Após 12 dias da rebelião, número de presos é o mesmo

07 jan 2018 às 22:02


Doze dias se passaram e pouco mudou na carceragem da Delegacia de Cambé desde a última rebelião, registrada no dia 27 de dezembro, quando 12 presos fugiram. O espaço possui capacidade para 50, porém as celas abrigavam ao menos 190 naquela data. O mesmo número de detentos do último fim de semana, informou o delegado Vitor Dutra de Oliveira, que atualmente responde pela delegacia. Os que não conseguiram escapar, iniciaram uma rebelião, incendiando e danificando duas das quatro galerias. Na última sexta-feira, uma perícia foi realizada na estrutura para avaliar o risco de desabamento. "Ocorreu hoje (5) uma perícia no prédio da carceragem. Ela foi realizada por agentes do Paraná Edificações, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros de Cambé, que avaliaram a segurança do prédio. O laudo ainda não foi concluído, mas inicialmente não foi constatado riscos de desabamento na estrutura, apesar do incêndio", contou Oliveira. Parte da estrutura destruída foi reforçada. "Na fuga os detentos quebraram a laje e fugiram pelo muro. A laje foi reforçada com placas de metal, que devem impedir novas fugas pelo mesmo espaço", detalhou ele na última sexta.
Uma operação também foi realizada na mesma data no interior da cadeia. Muitos objetos, inclusive que poderiam ser usados como armas, e aparelhos celulares foram apreendidos. "O SOE (Serviço de Operações Especiais) aprendeu celulares, carregadores, barras de metal, usadas como armas improvisadas, e outros objetos dentro das celas", relatou.

‘Contêineres’ devem aliviar pressão
O delegado Vitor Dutra de Oliveira explicou que o Depen (Departamento Penitenciário (Depen) estuda a instalação de novas celas modulares (popularmente chamadas de contêineres) em penitenciárias de Londrina. Na sua opinião, a medida agilizaria a transferência de presos e aliviaria a superlotação da cadeia de Cambé. No fim de 2017, por meio da Agência de Notícias do Paraná, o governador Beto Richa autorizou a compra imediata de celas modulares, que vão abrir 612 novas vagas no sistema carcerário estadual. A medida permitirá a retirada de presos das delegacias. O investimento será de R$ 8 milhões. As celas modulares, equipadas com camas e banheiro, serão instaladas em seis cidades: Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Maringá, Londrina e Cornélio Procópio. A implantação será feita nas unidades prisionais já existentes, com exceção do 11º Distrito Policial, na Capital. A intenção é que a gestão dos presos das novas celas seja feita pelo Departamento Penitenciário (Depen), e não mais pela Polícia Civil. (P.M.)


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