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SAUDADE DA ROÇAGEM - Túmulos escondidos pelo matagal

14 dez 2016 às 22:29


O visitante encontra dificuldades para caminhar entre as sepulturas do cemitério Jardim da Saudade, localizado na região norte de Londrina. A vegetação selvagem cresce desenfreadamente e ocupa boa parte do espaço. O mato encobre os túmulos e impede a visualização até das placas de identificação, além de esconder vasos e outros recipientes com água parada.
A expansão ganha força com as chuvas e a umidade típicas desta época do ano. Ambiente favorável para a proliferação de insetos, animais peçonhentos, servindo ainda para o desenvolvimento do mosquito da Dengue. Segundo divulgação do site da Prefeitura, em períodos com chuva, calor e umidade, o mato pode crescer até quatro centímetros por dia. Os pernilongos não perdoam o desavisado e colaboram com o desconforto distribuindo picadas. Ao visitante, a recomendação é que não vá ao Jardim da Saudade com as pernas e os braços desprotegidos.
"É triste ir ao cemitério nesta época do ano, de festas, quando reunimos os parentes. Sentimos muita falta dos que já se foram, entre eles do meu padrinho, que está enterrado aqui. A situação fica mais triste com esse matagal todo do Jardim da Saudade. É desconfortável demais", lamenta o frentista Mário Francisco Coutinho.

Roçagem deve ocorrer em 10 dias
A reportagem repassou o problema para o superintendente da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina), Ademir Gervásio. Ele ressaltou que o município realiza diariamente a roçagem dos cemitérios e deu um prazo para a conclusão do trabalho no Jardim da Saudade. "O serviço de limpeza não foi interrompido, mas nesta época tudo fica mais complicada. O cemitério Jardim da Saudade é muito grande, possui 13 mil túmulos. Contamos com apenas dois servidores encarregados deste tipo de serviço. Mas iremos encaminhar mais um agente para reforçar e agilizar o trabalho", adiante ele. "A roçagem completa deve ser concluída até o próximo dia 23", afirma diretor técnico da Acesf.
De acordo com Gervásio, a chuva tem dificultado e muito a ação dos agentes. "Um dos desafios é o rápido crescimento da vegetação neste período do ano. Os trabalhadores iniciam a roçagem do espaço e, quando chegam ao fim, o mato que foi recentemente cortado já cresceu.
A maior dificuldade é realizar o corte da vegetação entre os túmulos, devido ao
pouco espaço. A chuva é outro obstáculo, pois colabora com o desenvolvimento da vegetação e ainda impede a ação dos servidores", observa. (P.M.)


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