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SÃO TANTAS EMOÇÕES - Franchello volta ao VGD após décadas

Paulo Monteiro
NOSSODIA
30 abr 2015 às 19:23

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Fotos: Marcos Zanutto
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Quantas lembranças não passaram pela cabeça do ex-presidente do Londrina, Carlos Antonio Franchello, duranta visita ao estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), na tarde da última terça-feira. Segundo familiares, lugar onde ele não entrava há mais de 20 anos. "É sempre uma saudade. Muitas coisas mudaram aqui", disse ele, demonstrando muita emoção.
Devidamente vestido com o uniforme alviceleste, que ele chama de terno, a visita foi por um motivo especial. Seus dois bisnetos, Carlos, de oito anos, e Carlos Henrique, sete, participam da escolinha Sub 9 do LEC. Os primeiros da família a integrar uma equipe do Tubarão em campo.
"Há duas semanas, as crianças foram visitar o bisavô (Franchello) e contaram a ele que estavam treinando no Londrina. Desde então ele (Franchello) pedia para que trouxéssemos ao VGD e realizamos a sua vontade", disse o neto Carlos Antonio Franchello Neto.
Segundo ele, o avô não frequenta mais o VGD por causa da saúde frágil e da idade avançada. "Ele já tem 90 anos e sente muitas dores. Mesmo assim esteve na final do Paranaense de 2014, no Estádio do Café", relembra. "Mesmo quando não está presente no campo, meu avô não perdi um jogo. Ou acompanha pelo radinho ou pela televisão", explica.
Franchello é considerado um dos mais importantes presidentes que passaram pelo Tubarão. Além de ter participado da fundação, segundo o neto, foi o presidente do clube nas décadas de 1960 e 1970. Ajudou a montar o time considerado como o melhor de todos os tempos. O LEC de 1977, do craque Carlos Alberto Garcia, que terminou o Campeonato Brasileiro em quarto lugar.

Franchello com os bisnetos que atuam  na escolinha do Londrina
Franchello com os bisnetos que atuam na escolinha do Londrina


Presidência pode voltar à família
Em 1980, após o nascimento do neto, Franchello contou aos amigos e jornais da época que tinha chego ao mundo o novo presidente do LEC. Atualmente advogado, Carlos Antonio Franchello Neto disse que sempre carregou esse desejo do avó.
"Em 1999 eu contei a ele que gostaria de me candidatar ao cargo de presidente do Londrina, mas ele me aconselhou a desistir da ideia, já que havia se decepcionado com muitos presidentes que passaram pelo clube. Mesmo assim, a ideia nunca saiu de mim e pretendo colocá-la em prática um dia. Porém tenho que preparar para isso", completou o neto. (P.M.)

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Não faltam histórias
Atualmente, o ex-presidente do Londrina é um homem de poucas palavras. Mesmo assim, sorria durante as diversas histórias contadas pelos amigos e admiradores que o cercaram na última terça. Segundo o neto, mulheres sempre foram uma das grandes paixões do ex-presidente. "Porém, trocaria todas as que ele teve para ver o LEC entre os grandes do futebol."
Uma das diversas histórias relembradas é que o mesmo tentou fazer Pelé jogar no Tubarão antes de se apresentar ao Santos. O camisa 10 até chegou a vir a Londrina, porém o jogador já tinha assinado com o time da Vila Belmiro.
Num dos causos, narrado pelo próprio neto, é que um dos administradores do LEC tinha ido até uma cidade do interior paulista e comprado um time inteiro. No entanto, na hora de cumprir o pagamento, ele não depositou o dinheiro. Para não sujar o nome do Londrina, de acordo com seu neto, Franchello vendeu uma das suas fazendas para quitar a dívida.
Outra história também tirou risos do ex-presidente no VGD, apesar de nunca ter sido confirmada por ele. "Eu ouvi essa história, mas não ninguém sabe se é realmente. Ele (Franchello) e um dirigente do LEC teriam assinado um cheque para 90 dias para a compra de jogadores de outra cidade. O problema é que a caneta que assinaram a folha era especial e a tinta desaparecia depois de dois dias", contou o administrador do VGD, Edson Henrique dos Santos. (P.M.)


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