Até parece ironia, mas na rua do Futebol, que fica na Zona Oeste de Londrina, a torcida pelo Brasil na Copa anda bem mirradinha. Por lá, ninguém parece ser assim tão apaixonado por futebol. E quem vive lá há bastante tempo tem suas explicações.
O morador Benedito das Neves, 63 anos, mora na rua há 17 e adianta: "Aqui a maioria é evangélico", afirma. Ele revela que até assistia aos jogos na juventude, mas admite que nunca foi de "participar assim de verdade". "A gente leva mais na esportiva mesmo, sem sofrer por futebol. Afinal, se eles perdem, eles ganham; e se eles ganham, ganham do mesmo jeito", filosofa.
Na mesma calçada, pouco mais adiante, a dona de casa Léa Antunes de Camargo, 39 anos, compartilha do pensamento do vizinho. "Não gosto de jogo. De jeito nenhum que eu vou para um serviço, que seja varrer uma calçada pra ver um jogo. Nem ligo e não dou confiança", reforça. Casada com um torcedor do Palmeiras, Lea diz que não se incomoda com a distração do marido. "Ele adora café, então faço bolo de fubá, de milho e ele come enquanto assiste", fala. E a fartura na mesa vai ter que ser reforçada, pois maridão está de férias e curtindo os jogos no sofá de casa. "Ele nem puxa assunto de futebol comigo porque sabe que eu não dou confiança", avisa.
Com cinco meses vivendo na rua do Futebol, a família da dona de casa Elecéia Souza Camargo Salvato, 34 anos, a Copa também não tem audiência. "Nem eu e nem meu marido gostamos de futebol", revela Elecéia. Enquanto conserta o celular, o pedreiro Jonatan Salvato, 21 anos, nem se interessa pelo assunto e continua sua lida.
E na casa da consultora de vendas Aparecida Pavão, 42 anos, nem TV tem. "Não vemos televisão e nem tenho aparelho em casa. Computador é só para passar orçamento, porque meu marido tem uma empresa de impermeabilização", aponta. Na sala, o lugar do televisor reina uma foto em tamanho grande que mostra a casa de madeira onde se reuniam os primeiros fieis da comunidade evangélica que frequenta. E no aparador do lado, uma Bíblia completa o cenário. O filhão Douglas Müller, 21 anos, diz que até tem simpatia pelo Flamengo, mas não acompanha o futebol de perto: "não sobra tempo porque trabalho, namoro e frequento a Igreja." (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
O morador Benedito das Neves, 63 anos, mora na rua há 17 e adianta: "Aqui a maioria é evangélico", afirma. Ele revela que até assistia aos jogos na juventude, mas admite que nunca foi de "participar assim de verdade". "A gente leva mais na esportiva mesmo, sem sofrer por futebol. Afinal, se eles perdem, eles ganham; e se eles ganham, ganham do mesmo jeito", filosofa.
Na mesma calçada, pouco mais adiante, a dona de casa Léa Antunes de Camargo, 39 anos, compartilha do pensamento do vizinho. "Não gosto de jogo. De jeito nenhum que eu vou para um serviço, que seja varrer uma calçada pra ver um jogo. Nem ligo e não dou confiança", reforça. Casada com um torcedor do Palmeiras, Lea diz que não se incomoda com a distração do marido. "Ele adora café, então faço bolo de fubá, de milho e ele come enquanto assiste", fala. E a fartura na mesa vai ter que ser reforçada, pois maridão está de férias e curtindo os jogos no sofá de casa. "Ele nem puxa assunto de futebol comigo porque sabe que eu não dou confiança", avisa.
Com cinco meses vivendo na rua do Futebol, a família da dona de casa Elecéia Souza Camargo Salvato, 34 anos, a Copa também não tem audiência. "Nem eu e nem meu marido gostamos de futebol", revela Elecéia. Enquanto conserta o celular, o pedreiro Jonatan Salvato, 21 anos, nem se interessa pelo assunto e continua sua lida.
E na casa da consultora de vendas Aparecida Pavão, 42 anos, nem TV tem. "Não vemos televisão e nem tenho aparelho em casa. Computador é só para passar orçamento, porque meu marido tem uma empresa de impermeabilização", aponta. Na sala, o lugar do televisor reina uma foto em tamanho grande que mostra a casa de madeira onde se reuniam os primeiros fieis da comunidade evangélica que frequenta. E no aparador do lado, uma Bíblia completa o cenário. O filhão Douglas Müller, 21 anos, diz que até tem simpatia pelo Flamengo, mas não acompanha o futebol de perto: "não sobra tempo porque trabalho, namoro e frequento a Igreja." (Walkiria Vieira/NOSSODIA)
Uma hora antes de um jogo do Brasil na Copa, o clima na rua era de tranquilidade total
