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REGRAS - Prefeitura orienta sobre plantio

14 jan 2018 às 21:05

Desfrutar dos benefícios ambientais, alimentícios e sociais de um pomar urbano é interessante, mas exige regras. Segundo o Plano Diretor de Arborização do Município de Londrina, instituído por meio da lei 11.996/2013, as espécies em vias públicas "não devem apresentar frutos grandes, galhos quebradiços, espinhos ou acúleos, ou partes tóxicas."
De acordo com Simone Vecchiatti, gerente de Áreas Verdes, da Sema (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), esse tipo de árvore não é adequado para canteiros e calçadas por conta dos riscos aos transeuntes. "Elas podem cair e causar algum dano aos pedestres e também por conta dos veículos. Quando o fruto é menor, quando elas amadurecem e caem, o terreno em volta fica escorregadio, principalmente para a pessoa idosa", explica.
Por conta disso, a prefeitura não faz o plantio destas espécies em calçadas e canteiros, mas permite que sejam plantadas árvores frutíferas nativas em praças e fundos de vale. Como no Vale do Rubi, onde a equipe da FOLHA encontrou jaca, pitanga, acerola, banana, abacate, café, pitaya, mamão, manga e até um tatu que se mostrou interessado pelos frutos caídos ao chão.
"(As frutíferas) não são interessantes apenas para a população, como também para animais silvestres, porque eles se alimentam desses frutos. Para a população, é um complemento na alimentação, dá para fazer suco ou geleia e é um fruto a mais", defende Vecchiatti.
Em um ponto com menos de 100 metros do Lago Igapó é possível encontrar, além das espécies mais comuns, o jamelão (ou jambo), que está em época de colheira. Nos galhos, cachos da fruta e olhares ávidos dos pássaros protegendo sua parte. No Bosque Central, entre várias espécies de plantas, uma árvore imponente sustenta a espécie em extinção: gabirobeira. Muitos passam por lá sem saber que no centro da cidade há uma árvore que guarda a fruta de casca amarga e alaranjada.
Jabuticaba, pitanga, calabura, ingá, jerivá e acerola são exemplos de frutas plantadas pela Sema nesses espaços, evitando problemas para quem transita no local. No entanto, há praças com frutas maiores não colocadas pelo município. "Algumas pessoas pedem para tirar a árvore porque está tendo prejuízo e é uma situação que a Sema não criou, é um problema a mais, sendo que foi outra pessoa que fez o plantio", informa.
Por isso, para evitar contratempos, a gerente indica o aproveitamento dos 20% de área permeável do próprio quintal exigido por lei. Assim, seria possível cuidar melhor do cultivo, sem sujeiras, riscos de queda ou abelhas e ainda distribuir as frutas aos colegas, amigos e vizinhos. (Lais Taine/Grupo Folha)


EDUCAÇÃO AMBIENTAL
No mesmo bairro, José Alves de Oliveira, 76, orgulha-se de que a vizinhança ajuda a cuidar dos pés de manga, colorau, romã, abacate e jaca no canteiro. "Ninguém liga que outra pessoa passe e pegue, o que não serve para mim, serve para o outro", ensina. O aposentado acredita que o espaço auxilia até os mais necessitados. "Se passa uma pessoa com fome, essas frutas servem para ele", defende. Além dos bairros, as árvores frutíferas ilustram espaços importantes da cidade. Lago Igapó, Bosque Central, espaço da Prefeitura e outros locais públicos resguardam uma parte do pomar. Da banana e manga ao jamelão e gabiroba. Educação ambiental e social. As árvores frutíferas ensinam de forma natural a compartilhar e a zelar. Na calçada, praças ou fundos de vale, aprende-se que o cuidado em conjunto pode fazer com que todos colham bons frutos. (L.T.)


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