O Assentamento Nossa Senhora Aparecida, ao lado do Jardim São Jorge, zona norte, que ganhou os primeiros barracos em janeiro de 2014, possui ainda mais famílias. Entre elas do soldador Robson dos Santos de Paula, que recolhe objetos para reciclagem para manter a esposa Marines Francisco e os pequenos Dafine, de oito anos, e Ezequias, de quatro. "Estou aqui há um ano e a vida não é fácil. Como o terreno é aberto, venta muito forte, invadindo a casa por baixo e por cima. Assim como a chuva", detalha Robson, que deixou São Paulo para buscar melhores oportunidades em Londrina. "Por enquanto, a oportunidade não apareceu."
Tanto na zona norte quanto na leste, os grupos afirmam que só deixarão os terrenos para pagar pela casa própria. Os dois assentamentos são formados por pessoas que não ganham o suficiente para pagar aluguel e dividir os gastos com alimentação e outras necessidades básicas.
Quem puder, pode ajudar a turma
Toda ajuda pode ser entregue nos endereços: Rua Pitágoras, esquina com a Bezerra de Menezes, Jardim São Fernando, zona leste, e Avenida Antônio M. de Oliveira, ao lado do Jardim São Jorge, zona norte. Os contatos são 8475-6748 (Tânia) e 8418-2613 (Franciele). (P.M.)
E aí, cohab?
Na última semana, o NOSSODIA tentou mas não conseguiu ouvir José Roberto Hoffmann, presidente da Cohab (Companhia de Habitação de Londrina). Em entrevista no mês de junho sobre o assunto, ele afirmou que as famílias dos assentamentos não terão privilégios e nem serão contempladas mais rapidamente por ocuparem as áreas irregularmente. Pelo contrário, não serão atendidas pois não podem atualizar seus registros na Cohab. Hoffmann afirmou que há 45 mil pessoas aguardando casas em Londrina e que o objetivo da Cohab é atender 7,5 mil até o final da atual gestão. (P.M.)