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Reciclagem - Lugar de isopor usado é no lixo reciclável

17 out 2016 às 09:36


Ele é leve, pode ser branco ou colorido e serve para embalar frios, lanches, brinquedos e até geladeiras. Em mão de criança, vira uma farra só e nas mãos de de recicladores preparados, é tratado para o reuso. Pois é, embora na hora de separar o que é reciclável do orgânico, muita gente fique em dúvida, mas não precisa titubear. "Isopor põe no lixo? É reciclável ou não?" Com a palavra, o técnico ambiental e vendedor da Cooperativa Cooper Região, Orlando Moreira. "Por muito tempo o isopor foi rejeito, mas sua reciclagem é possível por meio da logística reversa." Graças a uma parceria, a cooperativa de Londrina coloca o isopor novamente na cadeia produtiva. "É o trabalho que as indústrias não cumprem, embora esteja na Lei", explica.
De porta em porta, os cooperados passam a informação adiante. "Isopor também vai para reciclagem". De acordo com Moreira, a divulgação aumentou em 60% a arrecadação de material. E além de o isopor voltar a ser isopor e ser aplicado em embalagens como todos já conhecem, o material pode ser usado na construção civil – para rodapés, acabamento, isolamento térmico e ainda pode virar quadro e moldura, régua e solado de sapato. Garrafas plásticas, papelão, metal e isopor já fazem parte da triagem dos cooperados e a inclusão do isopor foi assimilada com tranquilidade, embora já fosse uma luta. "O isopor é 100% reciclável, e embora não agregue valor, temos o compromisso do tripé da sustentabilidade: econômico, social e ambiental".

Até parece mágica
Por conta de seu volume, o processo de extrusão é uma solução e tanto para que o isopor que é retirado do lixo seja compactado e possa voltar a sua origem. Na cooperativa, todo separado, o isopor vai pra fila, boa quantidade é jogada em uma máquina e, em segundos, lá está ele, do outro lado da máquina, em forma de esferas aquecidas, que parecem de plástico. Triturado e derretido, perde volume e facilita o seu transporte. Sem contar que não deixa resíduos. Moreira explica que de uma tonelada, a cooperativa passou a processar de cinco a seis ao mês. "Hoje atingimos em torno de 85 municípios e quanto mais for divulgado que é 100% reaproveitável", melhor. Encontrar um fabricante que se comprometesse a aceitar o material foi determinante para dar início ao processo", comemora. O operador de máquina Edimar Marco de Aguiar, 42 anos, é morador da zona norte e trabalha há oito na cooperativa. É ele o responsável por operar a máquina digital que faz a transformação do isopor. Quando amontado de isopor compactado vai para sacolas gigantes, as bags, o isopor, agora em forma de bolinhas, tem destino certo, segue para a Termotécnica, em Joinville, Santa Catarina,onde são muito bem vindas. "Fiz um curso e fico feliz de saber que agora o isopor também está integrado ao nosso trabalho. Aquele volume nos afetava", explica Aguiar. (W.V.)

Dona de casa de bem com o meio ambiente
É como um trabalho em equipe. De um lado, os recicladores, do outro, as donas de casa, em dia com a separação diária do lixo, ao separar o que é rejeito do que é orgânico. Moradora do Jerônimo Nogueira, zona norte, Neusa de Almeida, 60 anos, entrega um saco cheio de material reciclável toda semana. "Saquinho de leite, garrafa de refrigerante, detergente e sinceramente eu tinha dó de misturar o isopor com resto de comida, sempre desconfiei que pudesse ter um fim melhor." Na casa de Neusa, são três adultos, todos conscientes. "Não entregam mais saco verde, mas me viro". A vendedora Neide de Oliveira, 64 anos, mora no Jardim Aeroporto e segue firme ao colaborar com o serviço de reciclagem e até o isopor entra na lista. "Já são anos e anos. Tanto em casa, como na loja em que trabalho. Todo mundo deveria colaborar e muitas vezes eu fico triste de pensar no que vai sobrar para o meu neto. O que você faz de bom, vai ficar. De ruim, também." A vendedora Sandra Machado, 28 anos, reserva as garrafas vazias de refrigerante, embalagens de limpeza e o hábito é multiplicado em casa. "As latinhas de refrigerante, meu filho Gabriel Henrique, de seis anos, junta e vende. A gente ensina em casa e a escola reforça. Moradora do Parque das Indústrias, Sandra comenta que não sabia que o isopor também era reciclável e há sete anos separa todo o lixo de casa. (W.V.)


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