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Reciclagem improvisada incomoda moradores

24 jun 2018 às 19:39


Aos poucos, a triagem de material reciclado foi chegando, se acumulando e transformou a rua Geraldo Souza Vieira, no jardim Nova Esperança, zona sul de Londrina, em ponto de referência por esse motivo. O lixo formado por papelão, vidros, plástico, metal e o que não tem aproveitamento fica em grandes sacolas, as chamadas superbags, em um terreno a céu aberto.

Segundo um senhor que se identificou como Polaco, que seria um dos responsáveis pelos materiais, ninguém reclama de nada para ele. "A gente vai separando e quando termina, leva embora". Em três dias, há cinco bags e, segundo Polaco, em uns 15 dias consegue juntar o necessário para a venda. Daí, leva embora e começa tudo de novo. Polaco afirma que esse é seu "ganha pão" e os compradores pagam pouco. Assim, precisa juntar uma grande quantidade de material reciclável para garantir o volume de venda. Os moradores preferiram não se identificar e só afirmaram que desde que a atividade começou no local, começaram também a aparecer bichos como ratos e baratas, além do mal cheiro.

Respostas
A Sema (Secretaria de Meio Ambiente) informou que poderá ir até o local e notificar os moradores que acumulam os materiais para realizarem a limpeza. "Até o momento, a Sema não havia recebido a reclamação do referido local, sendo assim, será repassada aos fiscais para irem até o local. Ademais, informamos que se no local haver animais peçonhentos e dengue, a Vigilância Sanitária deverá ser comunicada para providências." De acordo com a assessoria de comunicação da CMTU (Companhia Municipal de Transporte Urbanização), informou que pode orientar os recicladores a se organizarem, entrar em uma cooperativa e, por meio da formalização, fortalecer as cooperativas e assim trabalhar legalmente. "A CMTU vai notificar o cidadão para que deixe de fazer reciclagem no local. Vai acionar a Vigilância Sanitária porque se trata de uma questão de saúde pública", avisou.


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