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RECÉM-NASCIDO - Casal suspeito de matar bebê permanece preso por 30 dias

Paulo Monteiro
NOSSODIA
09 jun 2017 às 08:32

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Pelo menos por 30 dias. Esse é o tempo que o casal permanecerá preso temporariamente em Londrina. Uma mulher de 30 anos e um rapaz de 27 foram detidos na terça-feira, suspeitos de assassinarem o próprio filho. Há um mês, um recém-nascido morreu vítima de um grave traumatismo craniano. Segundo a Delegacia de Homicídios, que apura o caso, o corpo do bebê teria sido colocado em uma caixa e deixado no interior de um apartamento.
A Polícia Civil chegou aos suspeitos após a denúncia de um médico. "A mulher foi procurar um hospital da cidade após sentir fortes dores. O médico teria atendido a mãe após o parto. Ela não informou ao profissional de saúde, mas as evidências demonstravam que havia acabado de ter o bebê, sem auxílio médico", comentou o delegado Ricardo Jorge.
Segundo o delegado, o bebê teria nascido após a gestação completa, entre oito e nove meses, com quase três quilos. "Foi realizada uma perícia técnica, que mostrou que o bebê morreu no dia em que nasceu." Por causa da complexidade do caso e da solicitação do advogado do casal, o caso é tratado com extremo sigilo.
Jorge adianta que o inquérito policial ainda está "longe" de ser concluído. "O casal afirma ter se esquecido do dia da morte do bebê. Não revela muitos detalhes. É uma investigação complexa. Um caso complicado", avalia. "Vários exames periciais foram solicitados, buscas e apreensões estão em andamento. Além disso, precisamos ouvir novas testemunhas e colher mais elementos", explica o titular da Delegacia de Homicídios, não informando o local, o sexo do bebê e nem a identidade dos envolvidos. Um portal de notícias chegou a divulgar o nome do casal, mas o delegado não quis confirmar a identidade deles.

‘Não existia transtorno psicótico’
O casal pode responder por homicídio qualificado, uma vez que a vítima não tinha condições de defesa, além da ausência de um motivo, e também por ocultação de cadáver. "A prisão temporária do casal será por 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30 dias", contou Jorge. Ele ressalta que um exame apontou que a mãe não teria sofrido qualquer alteração emocional no momento do parto, que possa justificar qualquer ação. "O laudo pericial apontou que não existia transtorno psicótico na mãe", salienta ele. (P.M.)


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