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Rebelião - 24 horas de terror

08 out 2015 às 09:00


Os presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) se renderam na manhã de quarta-feira após 24 horas de rebelião e uma madrugada tensa, marcada pela violência contra reféns e fuga do presídio. O motim chegou ao fim depois que os rebelados apresentaram uma carta com reivindicações durante a negociação que contou com a participação de três detentos e representantes do comando da Polícia Militar (PM) e do Departamento de Execução Penal (Depen). Por volta das 10h30, os presos desocuparam os telhados e acenaram em direção das mulheres e familiares, que acompanhavam a rebelião do lado de fora.
Três presos ficaram feridos, entre eles, um detento não identificado que foi lançado pelos rebelados do telhado durante a madrugada. Ele foi encaminhado pelos socorristas para o Hospital Universitário (HU). Segundo informações da assessoria do hospital, o preso teve traumatismo craniano e chegou a sofrer uma parada cardíaca por volta das 13 horas de quarta, mas foi reanimado pelos médicos. Até o final da tarde, ele permanecia sedado e o estado era gravíssimo. Outros dois presos, Rodrigo Soares, de 30 anos, e Júlio César de Jesus, de 22 anos, que pularam das galerias, sofreram lesões na região lombar e permaneciam internados fora de risco.
O motim teve início na galeria 21 e em menos de 15 minutos, os presos abriram celas, invadiram galerias e subiram para o telhado da penitenciária, onde exibiram faixas com a sigla "PCC", da facção do Primeiro Comando da Capital. Cerca de 30 agentes penitenciários e funcionários conseguiram sair do local e nenhum servidor foi feito refém.

Exigências
Segundo o capitão do 5º Batalhão da PM, Marcos Tordoro, os presos solicitaram melhorias na alimentação, no convívio com agentes penitenciários e apresentaram queixas contra a direção da unidade, por meio da carta de reivindicações. Ele também informou que dois detentos fugiram da PEL durante a madrugada e um terceiro preso foi recapturado pelos policiais que faziam a ronda no local. De acordo com Tordoro, o balanço sobre os estragos provocados pelos detentos no interior da unidade também é importante para avaliar se a PEL 2 ainda tem capacidade para abrigar os mais de 1,1 mil presos ou se transferências serão realizadas. (R.F.)


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