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Rastreamento é difícil, admite autoridade

12 mai 2015 às 18:55

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Em 2014, o delegado operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Edgar Soriane dirigiu uma operação que culminou na prisão de uma gangue suspeita de pichar dezenas de locais na cidade. "Conseguimos prender um grupo envolvido com esse tipo de crime, responsável por pichações em 80 pontos de Londrina. No entanto, as prisões são esporádicas. Apesar das siglas, desenhos e símbolos usados nas pichações, é difícil chegar a esses grupos devido à dificuldade de rastreá-los. Muitas vezes eles se comunicam pelas redes sociais", explica Soriane, esclarecendo que, geralmente, os detidos possuem entre 16 e 21 anos de idade.
No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, na Lei dos Crimes Ambientais. Ela estipula pena de detenção de três meses a um ano, mais multa, para quem pichar edificação ou monumento urbano. "A pena é equivalente ao crime, porém, as medidas punitivas aplicadas pelo judiciário, geralmente, são trocadas por cestas básicas. Acredito que deveriam punir socialmente. Os envolvidos deveriam apagar o que sujam. Sofrer uma punição social. Algo neste sentido", avalia ele.
O capitão Ricardo Eguedis, porta voz do 5° Batalhão da Polícia Militar de Londrina, também informa a importância da colaboração da comunidade. Para ele, não é impossível chegar até os pichadores, mas afirma que as prisões podem ser intensificadas com a denúncia da população. (P.M.)
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