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R$ 240 mil por ano

R$ 240 mil por ano - Sem disponibilidade da GM, Cohab contrata vigilância particular

Edson Neves
NOSSODIA
22 jul 2018 às 21:03

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A Cohab-Ld (Companhia de Habitação de Londrina) contratou uma empresa para fazer a vigilância 24 horas no prédio em que funciona sua sede, localizado na rua Pernambuco, 1002, na região central. De acordo com o edital PP-004/2018, a segurança desarmada vai funcionar das 7h às 19h, e armada a das 19h até à 7h. O serviço vai ser prestado 24 horas por dia, de domingo a domingo, inclusive feriados. A vigência do contrato é de um ano, podendo ser prorrogado pelo mesmo período até atingir o prazo de cinco anos.

O valor máximo lançado em edital foi de R$ 24,5 mil por mês, o que acumula em doze meses quase R$ 300 mil reais. A empresa vencedora – Alcateia Segurança Eirelli-ME – venceu o pregão com uma proposta de R$ 20 mil, o que totaliza R$ 240 mil ao ano. Essa despesa, segundo o edital, sairá do cofre da própria Cohab. Na justificativa, o documento aponta a contratação de uma empresa de vigilância para "manter a segurança da Companhia diuturnamente, sendo que a vigilância armada no período noturno se justifica em função da região da sede da Companhia, que congrega um número grande de bares e lanchonetes o que acaba por acarretar brigas e confusões, bem como o trânsito de usuários de drogas e outros ilícitos". Além disso, o edital também aponta que a medida se deu por "não haver disponibilidade da Guarda Municipal para executar esses serviços para a Cohab-Ld, no momento, por falta de contingente".

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De acordo com o secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, com o valor licitado pela Cohab para a vigilância, não seria suficiente para que a segurança seja feita pela GM. "Não temos como trabalhar com vigilância e colocar quatro guardas para cuidar de um prédio público como aquele. Temos que cuidar de todos os 380 prédios da cidade em forma de patrulhamento", afirmou.


Kuceki disse que antes da licitação, Guarda e Cohab debateram sobre a medida nas reuniões de secretariado. "Todas as segundas, vinha o assunto vigilância. Tive que fazer uma escolha, que foi de trabalhar com patrulheiros. Cada viatura visita 71 prédios públicos por turno. Lá (Cohab) é um prédio visitado todo dia, mas não temos como dar a atenção que eles querem", complementou. Atualmente com um efetivo de 340 guardas e com custeios e despesas na casa dos R$ 22 milhões por ano, o secretário declarou que o valor licitado aumentaria o efetivo em apenas oito guardas, o que não resolveria o caso devido à carga horária de 12 horas por turno que pede o edital. "Se fosse para trabalhar com vigilância, precisaria contar com um efetivo de mil guardas. Em nosso monitoramento temos pontos mais críticos e, para chegar na Cohab, teria que ter bastante guardas", finalizou.

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Cohab diz que sempre trabalhou com esse tipo de serviço
O presidente da Cohab, Luiz Cândido de Oliveira, explicou que, independente da criação da Guarda, a Companhia sempre trabalhou com o serviço de vigilância patrimonial armada, desde a sua fundação. "Sabemos da dificuldade do efetivo da Guarda, que não conseguiria atender a nossa demanda caso fosse exigida. Também não temos a obrigação de utilizar os serviços deles justamente porque sempre contratamos esse serviço", explicou. Oliveira finalizou dizendo que a nova empresa iniciou os serviços no último dia 13 de julho. A antiga empresa custava aos cofres da Cohab R$ 260 mil ao ano.


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