Os corações dos moradores e comerciantes disparam toda vez que escutam uma "pa"ncada no cruzamento da rua "Pa"ranaguá com a "Pa"rá (preferencial), no centrão de Londrina. O local é bem sinalizado, com placas de "Pare" verticais e pintura no asfalto. Mas ninguém para. Em apenas 24 horas, oito veículos ficaram destruídos em acidentes registrados entre a tarde de segunda e a manhã de terça-feira. Além das pancadas, muitos capotamentos são registrados. Para diminuir as colisões, a comunidade exige a instalação de um semáforo.
No último choque, terça, segundo testemunhas, um veículo Peugeot, que trafegava pela Paranaguá, teria avançado a preferencial e atingido outro carro, que teria perdido o controle e acertado outros dois. Com a violência da colisão, um poste também foi danificado por um dos veículos. Pelo menos três pessoas teriam ficado feridas, uma delas encarcerada, que ainda foi socorrida pelo Siate e encaminhada para o hospital sem ferimentos graves.
"Aqui é assim: quando escutamos um barulho de pancada, já olhamos pela janela diretamente para este cruzamento. No último mês, por exemplo, foram pelo menos quatro batidas. Após as colisões, teve carro que capotou, teve outro que bateu numa árvore, teve outro que bateu em um poste. Se não colocar um semáforo, alguém vai morrer aqui", disse o morador Joel Otaviano.
No cruzamento não faltam pedaços de veículos espalhados sobre as calçadas. Muitos cacos de vidro também sobre as vias. Além disso, postes e árvores exibem marcas de batidas de automóveis.
Trabalhando em frente ao cruzamento, a operadora de caixa de um restaurante de comida asiática também está muita assustada com a grande quantidade de acidentes. "O pior é que o cruzamento é bem sinalizado. Na verdade, falta atenção de quem vem pela rua Paranaguá. Os motoristas não olham ou não respeitam a preferencial e acabam batendo", explica Estela Siqueira. "Então, queremos um semáforo. Como alguns motoristas não respeitam, os acidentes só diminuirão depois que instalarem um semáforo neste ponto. Senão, as batidas vão continuar. O pior é que sempre um dos envolvidos atinge ainda os carros estacionados. Quem não tem nada a ver também acaba pagando a conta", dispara Estela. "Os pedestres também correm riscos, já que os carros vão parar em cima da calçada", conclui ela.
Buscando informações sobre a possibilidade de um semáforo no local, por meio de telefonemas, o NOSSODIA tentou ouvir o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), órgão da Prefeitura para organizar o crescimento do município de forma integrada e responsável pelo gerenciamento do desenvolvimento urbano. No entanto, até o fechamento desta edição, não obteve respostas. (P.M.)