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Quem matou o ‘Bigode’ no João Turquino

23 jun 2014 às 08:21
Após um mês internado no Hospital Universitário (HU), o jardineiro Devanir Soares Peixoto, 60 anos, conhecido como Bigode, acabou morrendo na última sexta-feira. Ele tinha sido encontrado gravemente ferido no fundo de vale do Jardim João Turquino, Zona Sul, no dia 20 de maio. Segundo familiares, dois dias antes de desaparecer, Bigode foi retirado à força da própria casa (localizada no mesmo bairro) e ainda foi espancado e roubado. Nenhum suspeito foi preso.
"Ele tinha recebido o pagamento do seu trabalho de jardineiro e da sua aposentadoria. Devanir era muito conhecido no bairro e tinha comentado com várias pessoas que estava com dinheiro", relembrou Luzia Soares Peixoto, irmã da vítima. "Ele foi morto a pauladas", garantiu.
Bigode morava com a atual esposa, a filha e um genro. "Cada um conta de um jeito diferente. Meu irmão foi retirado da própria casa e ninguém viu nada?", questionou Luzia, que acredita que o autor do crime conhecia a vítima. "Acho que quem matou pode até estar aqui e agora neste cemitério", afirmou a irmã no final da tarde de sexta, durante o enterro de Devanir, no Cemitério Municipal de Ibiporã.
Bigode era pai de cinco filhos, quatro deles do seu primeiro casamento. Também era o único filho homem de dona Célia Mota, 81 anos. A idosa chegou a desmaiar durante o enterro. Desesperada, chorou muito sobre a lápide do filho. "Não sei o que vai ser da vida da minha mãe. Ela vivia para Devanir", lamentou Luzia.
Amiga de Bigode, Sueli Aparecida Almeida, reforçou que ele era muito popular no bairro. "Querido por todos. Foi um dos pioneiros do João Turquino e ajudou muita gente. Estamos todos muito tristes com o que aconteceu", disse ela. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

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